Direito

28/01/2020 | domtotal.com

Ministério Público pede investigação de chefe da Secom por corrupção

Fabio Wajngarten é suspeito de favorecer emissoras próximas do governo

Chefe da Secom é sócio em empresa que recebe repasses de emissoras de televisão
Chefe da Secom é sócio em empresa que recebe repasses de emissoras de televisão (Anderson Riedel/Agência Brasil)

A Procuradoria da República no Distrito Federal encaminhou um pedido para que a Polícia Federal abra um inquérito criminal para investigar o secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, por suspeitas envolvendo sua atuação à frente do cargo, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento direto do caso.

O MPF quer que a PF apure se o chefe da Secom cometeu crimes de corrupção passiva, peculato e advocacia administrativa, segundo a fonte. A penas para os dois primeiros crimes vão de 2 a 12 anos, acrescida de multa. 

A suspeita sobre o secretário refere-se a reportagens da Folha de S.Paulo que, entre outros casos, o acusou de supostamente receber, por meio de uma empresa da qual é sócio, pagamentos de emissoras de TV e agências de publicidade contratadas pelo governo. Wajngarten é alvo de processo administrativo no Trinunal de Contas da União (TCU) por supostamente favorecer o emprego de verba publicitária a emissoras mais próximas do governo. 

Posteriormente, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o secretário e disse que iria mantê-lo no cargo. Nesta terça-feira, Bolsonaro voltou a defender Wajngarten, mas admitiu que ele pode ser investigado.

"O MP recebe uma série de ações diariamente. Olha, vai ser dado o devido despacho por parte do MP. Despachando, desde que tenha um indicativo para investigar, vai ser investigado. Até o momento não vi nada de errado por parte do Fabio", disse Bolsonaro a jornalistas.

Procurados, o Fabio Wajngarten e a Secom não responderam de imediato os pedidos de comentário.


Reuters



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