Brasil

09/02/2020 | domtotal.com

Brasileiros resgatados em Wuhan chegam a Anápolis sem sintomas do coronavírus

Eles deixaram Wuhan - epicentro do coronavírus - na sexta-feira (7). Grupo com 34 passageiros deve ficar em quarentena por 18 dias

Repatriados estão na Base Aérea de Anápolis, em Goiás
Repatriados estão na Base Aérea de Anápolis, em Goiás (Adriano Machado/ Reuters)

Os brasileiros resgatados em Wuhan, na China, epicentro do surto do coronavírus, chegaram na Base Aérea de Anápolis, em Goiás, pouco depois das 6h deste domingo. O primeiro avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com parte do grupo de repatriados pousou às 6h5. Quatro minutos depois chegou a segunda aeronave da FAB. Os 34 brasileiros estão bem e não apresentam sintoma da doença.

Os repatriados desceram usando máscaras cirúrgicas e entraram em um ônibus, sempre orientados por uma equipe usando macacões amarelos e máscaras de proteção. Alguns carregavam a bandeira do Brasil.

A partir de agora, eles vão ficar em quarentena no local por 18 dias. O Ministério da Saúde ainda vai avaliar o quadro de cada um para saber se o grupo de suporte, que contou com 24 pessoas, vai precisar ficar isolado.

Viagem

Os cidadãos brasileiros partiram de Wuhan, fizeram uma parada em Urumqi, ainda na China. Depois os voos fizeram outra parada em Varsóvia, na Polônia. Pararam mais uma vez nas Ilhas Canárias. Na madrugada deste domingo (9), os dois aviões entraram no espaço aéreo brasileiro e pousaram em Fortaleza pouco antes das 2h. De lá, saíram por volta das 3h30 para Anápolis, em Goiás.

Presidente

Na noite de sábado (8), o presidente Jair Bolsonaro que "tudo é possível" ao ser questionado se pretendia visitar os brasileiros repatriados da China.

"Para militar tudo é possível", afirmou Bolsonaro, que ponderou, no entanto, não ter previsto ir ao hospital de trânsito da Aeronáutica na cidade, onde os repatriados ficarão em quarentena por 18 dias.

Descoberta brasileira

Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) descobriram uma forma mais rápida de identificar a presença do coronavírus no corpo. As 48 horas de espera pelo diagnóstico foram reduzidas para 3, com o uso de um equipamento chamado Real-Time. “Estamos felizes com o resultado, torna tudo mais rápido”, comemorou o virologista Gúbio Soares, coordenador do grupo de pesquisa.

O equipamento, que custa R$ 150 mil e foi importado dos Estados Unidos em dezembro do ano passado para o Laboratório de Virologia da universidade, é capaz de verificar se o material genético (RNA) da secreção respiratória contém o gene do coronavírus. Como não houve nenhum caso de infecção no Brasil, Soares conta que substâncias formadas por nucleotídeos - material que compõe o código genético - foram preparadas para reconhecer regiões genéticas do vírus.

Quando o resultado é positivo para coronavírus, é possível visualizar, pela tela do equipamento, uma aparência ondulada nas amostras. Os pesquisadores podem acompanhar todo o processo em tempo real. As amostras são colocadas dentro dos equipamentos em microtubos de 200 microlitros - apenas 15 por vez. A previsão é de que ele seja capaz de analisar, mensalmente, mais de 90 amostras. “Evitamos colocar muitos tubos porque é material biológico, para que as amostras não sejam contaminadas umas com as outras”, explicou.



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