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11/02/2020 | domtotal.com

Multidão de iranianos celebra 41º ano da Revolução Islâmica

Segundo Hassan Rohani, os EUA não suportam 'a vitória de uma grande nação', como é o caso do Irã

Milhares de iranianos celebram Revolução Islâmica em meio a crescentes tensões com EUA
Milhares de iranianos celebram Revolução Islâmica em meio a crescentes tensões com EUA (Reuters)

Milhares de iranianos lotaram as ruas de Teerã e outras cidades na manhã desta terça-feira (11) para celebrar o 41º aniversário da Revolução Islâmica, em meio a um cenário de tensões crescentes com os Estados Unidos.

Apesar do frio congelante, uma multidão se reuniu na praça Azadi (liberdade, em persa), em Teerã, com o desejo de mostrar a unidade do povo, em um momento de pressão constante dos Estados Unidos sobre o Irã.

A TV estatal exibiu vídeos de manifestações em ao menos seis cidades fora da capital, incluindo Mashhad, Ahvaz e Kerman. Alguns pintaram as bochechas com as cores da bandeira iraniana, outros exibiam retratos do aiatolá Ruhollah Khomeini, pai fundador da República Islâmica, e Ali Khamenei, seu sucessor.

"Morte à América", "morte a Israel", "morte aos sauditas", "abaixo o plano de Trump na Palestina!", eram algumas das palavras de ordem dos participantes, em referência ao plano americano de resolver o conflito entre israelenses e palestinos. O plano é rejeitado pelo Irã e por outros países muçulmanos.

Críticas aos EUA

O presidente iraniano, Hassan Rohani, criticou os Estados Unidos, país que, segundo ele, não suporta a vitória da Revolução Islâmica. O discurso foi feito diante de uma multidão reunida por ocasião do aniversário da derrubada do regime imperial do xá.

"É insuportável para os Estados Unidos aceitarem a vitória de uma grande nação e que uma superpotência tenha sido expulsa desta terra", disse o presidente iraniano Rohani no comício. 

"Os americanos não entenderam a grandeza do povo iraniano. Os Estados Unidos pensam que estão enfrentando 41 anos de civilização. Não, os americanos estão enfrentando milhares de anos de civilização iraniana", reforçou o presidente.

Rivalidade

O Irã quase entrou em conflito com os EUA no início do mês passado depois que um ataque norte-americano por drone matou o principal comandante militar iraniano, Qassem Soleimani, em Bagdá, levando o Irã a retaliar com mísseis disparados contra uma base norte-americana no Iraque dias depois.

As tensões aumentaram entre o Irã e os EUA após o presidente norte-americano, Donald Trump, retirar-se de um acordo nuclear multilateral com a nação do Oriente Médio em 2018 e reimpor sanções em uma tentativa de pressionar Teerã a negociar seu programa de mísseis balísticos e a se aliar a grupos da região.

Mísseis foram expostos como parte das comemorações do aniversário. Como parte da cobertura do evento, a TV estatal do Irã exibiu imagens de arquivo de lançamentos de mísseis e instalações subterrâneas de armazenamento de projéteis. O programa de mísseis não se destina a ataques aos países vizinhos, segundo o presidente iraniano, na segunda-feira.

"Nos últimos dois anos, os Estados Unidos fizeram tal pressão sobre o nosso povo amado, sobre todo nosso sistema comercial, as nossas importações (...) para esgotar a paciência do nosso povo", disse Rohani. Este comício ocorre dez dias antes das eleições legislativas.


Reuters / AFP / Dom Total

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