Brasil Política

11/02/2020 | domtotal.com

Top 3 entre líderes mundiais nas redes sociais, Bolsonaro vê queda em 2020

Como trata-se de dados da internet, não há como garantir 100% a influência de robôs nos resultados

Bolsonaro segue se destacando mundialmente nas redes sociais
Bolsonaro segue se destacando mundialmente nas redes sociais (Marcos Corrêa/PR)

Duas ferramentas tecnológicas que monitoram as redes sociais apresentam dados positivos e negativos para o presidente Jair Bolsonaro. Monitoramento da imagem do presidente realizado pela empresa AP Exata aponta tendência de queda na popularidade de Bolsonaro no mundo virtual nos primeiros dias do ano.

Por outro lado, o Índice de Popularidade Digital (IPD), elaborado pela consultoria Quaest, aponta Bolsonaro terceiro chefe de governo mais popular do mundo nas redes sociais. O mandatário brasileiro fica atrás apenas de Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, e do presidente dos EUA, Donald Trump. As informações foram divulgadas pelo Jornal do Estado de São Paulo

Em janeiro deste ano, os comentários negativos sobre o governo se aproximaram dos favoráveis no Twitter, mostra a AP Exata. Foram 14 dias de menções majoritariamente críticas ante 16 dias em que os apoios dominaram as redes. Em um dia, as publicações favoráveis e contrárias ficaram no mesmo nível. No início de fevereiro, o monitoramento indica que o mau humor em relação ao governo deve seguir avançando nas redes sociais. Até domingo, foram seis dias negativos, dois neutros e um positivo.

Na avaliação dos analistas da empresa, estes números apontam uma propensão a uma mudança de comportamento na internet em relação a 2019.

“Bolsonaro está perdendo o controle narrativo nas redes. Em janeiro de 2019, ele não tinha esse domínio por causa da polarização eleitoral e da revelação do caso (Fabrício) Queiroz (ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro suspeito de prática de rachadinha). Depois, ele conseguiu impor suas narrativas e estabilizou, mas agora começa a perder essa capacidade novamente”, afirmou o diretor da AP Exata, Sergio Denicoli.

IPD

IPD, que coloca Bolsonaro como terceiro líder mundial mais popular nas redes sociais, foi calculado para uma amostra selecionada de 18 líderes mundiais a partir da coleta de métricas de uso das redes sociais Facebook, Instagram e Twitter. Como resultado, foi dimensionado para cada líder um índice mensal, entre janeiro de 2019 e janeiro de 2020, além do índice médio no período. O IPD tem uma escala que varia de 0 a 100, indicando a popularidade mínima e máxima possíveis, respectivamente.

O índice médio no período analisado traz Narendra Modi em primeiro lugar, com 63,25 (de 100) pontos, Donald Trump em segundo, com 62,27, e Jair Bolsonaro na terceira colocação, com um IPD de 52,75. Na sequência, entre atuais líderes de governo, aparecem Recep Erdogan, presidente da Turquia, Luis Lacalle Pou, presidente eleito do Uruguai, e Alberto Fernández, mandatário argentino que derrotou Mauricio Macri no último pleito do país vizinho.

Metodologia

O IPD avalia a popularidade de políticos e marcas nas redes sociais. São processados dados usando um algoritmo de inteligência artificial que determina a força de determinado perfil no ambiente digital.

O índice leva em consideração em 40 variáveis de redes, divididas em cinco dimensões: presença digital (perfis ativos nas redes sociais); fama (número de seguidores); engajamento (interação, comentários e curtidas, por postagens); mobilização (compartilhamento das postagens) e valência (proporção de reações positivas por reações negativas).

O cientista político e diretor da consultoria Quaest, Felipe Nunes, explica que o tamanho da população, o idioma e o tempo de permanência no cargo são levados em conta no cálculo. "O fato de Trump e Modi postarem em inglês pode explicar em alguma medida essa popularidade, uma vez que isso possibilita atingir mais gente e atrair mais seguidores ao redor do mundo", disse.

Ele ressalva que o tamanho da população da Índia - cerca de 1,3 bilhão de pessoas - influencia em parte no "sucesso" de Modi, mas não é determinante. O algoritmo leva em consideração a população e faz os cálculos sempre per capita nas métricas consideradas qualitativas. "Mas não dá para descartar a influência do tamanho da população, principalmente na dimensão fama, que leva em conta o número de seguidores.

O líder da China, país mais populoso do mundo, Xi Jinping, não entrou na relação por não possuir uma conta oficial nas redes sociais.


Dom Total/Agência Estado

EMGE

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