Economia

12/02/2020 | domtotal.com

Vendas de varejo caem em dezembro, mas fecham o ano com crescimento

Natal de 2019 foi mais forte do que o de 2018 e mais fraco ante 2017, diz IBGE

Milhares de pessoas vão às compras de Natal no centro de São Paulo
Milhares de pessoas vão às compras de Natal no centro de São Paulo (ABr)

O varejo brasileiro terminou 2019 com crescimento pelo terceiro ano seguido, mesmo depois de as vendas arrefecerem em dezembro, interrompendo sete meses seguidos de alta. O aumento das vendas no ano passado, porém, foi o mais fraco do triênio, em um reflexo da fraqueza em supermercados, principalmente nos últimos meses.

Em dezembro, o volume de vendas no varejo caiu 0,1% na comparação com novembro, primeira queda na base mensal desde maio. Em relação a dezembro de 2018, as vendas tiveram avanço de 2,6%, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (12).

Os resultados foram mais fracos do que as expectativas, de alta de 0,2% na comparação mensal e de 3,5% sobre um ano antes. Com isso, as vendas varejistas encerraram 2019 com ganho de 1,8%, o ritmo mais fraco em três anos seguidos de altas – 2,3% em 2018 e 2,1% em 2017. O varejo foi mostrando impulso ao longo de 2019, mas perdeu força no final do ano. Começou com estabilidade no primeiro trimestre e cresceu 0,2% no segundo e 1,6% no terceiro. Mas desacelerou o ritmo nos últimos três meses do ano, com alta de 1,2%.

O resultado mostra que o Natal de 2019 foi mais forte para o varejo que o de 2018, mas mais fraco que o de 2017, segundo Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio no IBGE. "Em 2018, teve antecipação de compras na Black Friday, que atrapalhou o Natal. Esse ano foi mais distribuído...", avaliou Isabella Nunes.

Apesar de ter acumulado ganhos de 6,3% nesses três anos, esse resultado não é suficiente para compensar as perdas de 10,2% vistas em 2015 e 2016, segundo o IBGE. O movimento reflete um ambiente mais propício ao consumo com inflação baixa, melhora da atividade econômica e mais pessoas no mercado de trabalho, embora o ritmo ainda deva ganhar mais força. "O crescimento de 2019 foi localizado no segundo semestre do ano, mais particularmente no último quadrimestre, puxado por melhora no crédito, liberação do FGTS e aumento da população ocupada", explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

Cinco entre as oito atividades do comércio varejista brasileiro tiveram avanço nas vendas em dezembro de 2019 em relação a dezembro de 2018. O IBGE ressalta que dezembro de 2019 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior. Os avanços ocorreram em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (12,9%), Móveis e eletrodomésticos (18,6%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,4%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (1 5%).

A influência negativa mais intensa foi a de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,9%). Houve perdas também em Combustíveis e lubrificantes (-1,0%) e Tecidos, vestuário e calçados (-0,1%). Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o volume de vendas subiu 4,1% em dezembro de 2019 ante dezembro de 2018. Os Veículos, motos, partes e peças cresceram 9,3%, enquanto Material de construção avançou 5,1%.


Agência Estado/Reuters/Dom Total

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