Religião

19/02/2020 | domtotal.com

Justiça do Vaticano ordena apreensão de computador de funcionário da Secretaria de Estado

Papa havia suspendido funcionário e ordenado investigação por fraude imobiliária

Iniciativa judiciária foi originada de denúncias resultantes das atividades realizadas por organismos financeiros e de controle vaticanos, como o IOR e o Auditor Geral
Iniciativa judiciária foi originada de denúncias resultantes das atividades realizadas por organismos financeiros e de controle vaticanos, como o IOR e o Auditor Geral (AFP)

A Justiça do Vaticano ordenou a apreensão do computador e de objetos pessoais do ex-alto funcionário da Secretaria de Estado monsenhor Alberto Perlasca, informou a Santa Sé nesta terça-feira.

O funcionário foi suspenso de suas funções como parte de uma investigação interna por fraude em operações imobiliárias aberta em outubro passado.

Perlasca foi nomeado para o cargo em 2011 pelo cardeal Tarcisio Bertone e administrava as finanças das fundações do Vaticano, mas também o fundo São Pedro com as ofertas enviadas pelos fiéis ao pontífice para as missões da Igreja.

A apreensão acontece quatro meses depois que o papa Francisco o suspendeu de seus cargos e ordenou a investigação de cinco funcionários do Vaticano, incluindo o número dois da Autoridade de Informação Financeira (AIF), pelo cometimento de uma possível fraude econômica em detrimento do Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como Banco do Vaticano.

A justiça do Vaticano investiga, em particular, a aquisição de um edifício de prestígio no coração de Londres com dinheiro de doações para a Igreja. Mas seu objetivo é maior e consiste em verificar a hipótese de crimes como peculato, abuso de autoridade e corrupção. A iniciativa judiciária foi originada de denúncias resultantes das atividades realizadas por organismos financeiros e de controle vaticanos, como o IOR e o Auditor Geral.

O cardeal italiano Angelo Becciu, prefeito da Congregação para os Santos, disse na segunda-feira que os fundos de doações não foram usados para a compra do luxuoso edifício de Londres, informou a agência católica I.media.

Falando à margem de uma conferência, o cardeal Becciu, que foi substituto de Assuntos Gerais entre maio de 2011 e junho de 2018, explicou que o dinheiro foi obtido graças a uma "hipoteca" que permite que os fundos da Santa Sé fiquem "intactos".

"A Promotoria e o Corpo da Gendarmeria continuam suas investigações administrativas e contábeis e sua cooperação com as autoridades estrangeiras" no caso, explicou o Vaticano nesta terça-feira.


AFP

EMGE

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