Economia

20/02/2020 | domtotal.com

Petroleiros propõem suspensão de greve na Petrobras e falam em abir negociações

Entidade aceitou mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e com participação do Ministério Público do Trabalho

Assembleias nos sindicatos vão decidir se a greve será mantida ou temporariamente suspensa
Assembleias nos sindicatos vão decidir se a greve será mantida ou temporariamente suspensa (Reuters)

Atualizada às 11h01

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus 13 sindicatos filiados vão indicar aos funcionários da Petrobras, em assembleias nesta quinta-feira (20), que suspendam a greve iniciada no dia 1º deste mês. Se a indicação for aprovada, as entidades vão poder participar, na manhã de sexta-feira (21), da mediação com a direção da Petrobras proposta pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra.

A decisão, de fato, se os empregados vão voltar ou não ao trabalho sairá nessa quinta-feira, quando os sindicatos, em cada uma das suas bases de atuação, vão submeter a proposta do conselho da federação aos petroleiros.

Na noite de terça-feira, Gandra liberou despacho propondo o encontro da direção da Petrobras com a FUP para retomarem as negociações, mas condicionou o encontro ao fim da paralisação, que nesta quarta completou 19 dias, a maior desde 1995. "Se não tivermos avanços nessa mediação, nós retomaremos essa greve histórica da categoria em defesa dos nossos direitos, dos nossos empregos, e da Petrobras que tanto amamos", afirmou Deyvid Bacelar, diretor da FUP, em vídeo distribuído nas redes sociais da entidade sindical.

Os sindicatos, no entanto, comemoraram como vitória para o movimento uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, em audiência de dissídio coletivo, de suspender até 6 de março a dispensa pela Petrobras de empregados da fábrica de fertilizantes da companhia no estado. A Petrobras disse em meados de janeiro que demitiria 396 empregados diretos e 600 indiretos da subsidiária Araucária Nitrogenados no Paraná (Ansa) para hibernar a fábrica da unidade, alegando fracasso em tentativas de vender o ativo e consecutivos prejuízos.

A demissão dos funcionários da unidade de fertilizantes vinha sendo apontada pela FUP como um dos principais motivadores para a greve, que previa inicialmente durar por tempo indeterminado. "A força da greve histórica... garantiu a suspensão das demissões já em curso dos trabalhadores da Fafen-PN e a abertura de um processo de negociação", disse a FUP em comunicado aos sindicatos filiados.

No início deste mês, a FUP convocou os petroleiros a cruzar os braços em protesto às demissões e conseguiu a adesão de cerca de 21 mil trabalhadores da Petrobras em 13 estados. Segundo a entidade, ao deixar cerca de mil pessoas desempregadas, a estatal descumpriu acordo coletivo que exige uma negociação prévia com as lideranças sindicais. A empresa responde que teve essa conversa com o sindicato local, representante dos funcionários da Ansa, o Sindiquímica-PR.


Reuters/Agência Estado/Dom Total



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