Brasil

02/03/2020 | domtotal.com

Motim da PM no Ceará acaba sem anistia, mas com revisão de processos

Crise na segurança pública cearense disparou a incidências de crimes no estado. Pelo menos 198 pessoas foram assassinadas durante o período de motim

Exército ficará nas ruas de Fortaleza e cidades da região metropolitana até o dia 6
Exército ficará nas ruas de Fortaleza e cidades da região metropolitana até o dia 6 (Jarbas de Oliveira/AFP)

Policiais militares do Ceará decidiram na noite de domingo encerrar um motim em busca de aumentos salariais que durava quase duas semanas e provocou uma forte alta nos índices de violência no Estado.

"Recebo com satisfação a notícia sobre o fim da greve dos policiais no Ceará. O Governo Federal esteve presente, desde o início, e fez tudo o que era possível dentro dos limites legais e do respeito à autonomia do Estado. Prevaleceu o bom senso, sem radicalismos. Parabéns a todos", disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, em publicação no Twitter.

De acordo com o portal de notícias G1, os policiais que ainda estavam amotinados no 18º Batalhão da PM, em Fortaleza, votaram a favor do fim do movimento após proposta apresentada por uma comissão de negociação formada por membros dos três Poderes.

O governo do Ceará não atendeu à principal reivindicação dos policiais para encerrar o motim, que era a anistia aos militares envolvidos no movimento, mas ainda assim a maioria dos PMs que votou decidiu pela volta ao trabalho, de acordo com o G1.

O motim levou o governo federal a decretar uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Ceará no dia 20 de fevereiro, a pedido do governo do Estado, que fora revogada na sexta-feira.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança do Estado, entre os dias 19 e 25 deste mês, com o motim dos PMs no Ceará, 195 pessoas foram assassinadas no Estado. Antes do movimento, a média era de 8 mortes por dia.



Reuters



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