Cultura

06/03/2020 | domtotal.com

Entre bananas, noivado e pibinho

Regina Duarte, a 'ex-namoradinha' do Brasil, foi atualmente promovida à função de noiva do país

Regina Duarte, nova ministra da Cultura, entre Damares e Michele Bolsonaro
Regina Duarte, nova ministra da Cultura, entre Damares e Michele Bolsonaro (Roberto Castro/Mtur/Fotos Públicas)

Eleonora Santa Rosa*

Semana que termina com a fina flor da alta cúpula do país dando mais um exemplo de ‘boas maneiras e civilidade’, por meio da distribuição de bananas aos trabalhadores da imprensa na porta do palácio residencial, hoje expostos a atitudes ofensivas e agressivas de seu inquilino temporário e temerário, e a posse da nova secretária nacional do finado MinC, a ‘ex-namoradinha’ do Brasil, atualmente promovida à função de noiva do país, personagem máximo de sua carreira, com direito à repartição do bolo do que ainda resta do orçamento vilipendiado da Cultura, sem direito à festa matrimonial e ao buquê!

Justiça seja feita, Regina Duarte já inicia a temporada com a exoneração de execráveis representantes do ‘Olavismo’, gente que não merece registro maior, despontando para o anonimato, faltando ainda a dispensa de dois baluartes do ideólogo do atual governo, os presidentes da Fundação Palmares e da Casa de Rui Barbosa.

Trata-se de medida urgente a ser tomada em função do grau de destruição que ambos, por suas posições e atitudes, promovem nessas instituições, com perigo de danos irreversíveis.

Nessa quinta, o cenário ficou ainda mais turvo com a proposta da PEC que prevê a extinção de vários fundos, dentre eles o desvitalizado, porém necessário Fundo Nacional de Cultura, muito mais robusto e estratégico em outras gestões governamentais.

Daqui a pouco, a sanha fazendária responsável pelo incrível pibinho apresentado à nação estes dias, cujo representante máximo, salvo engano, não estava na celebração matrimonial da noiva Regina, vai extinguir o fundo setorial para o setor audiovisual.

Pois assim vamos levando e nos sentido à maneira do delicioso poema do genial Paulo Leminski, que tanta falta faz à cultura brasileira:

“o pauloleminski
é um cachorro louco
que deve ser morto
a pau e pedra
a fogo a pique
senão é bem capaz
o filhadaputa  
de fazer chover
em nosso piquenique”.

*Eleonora Santa Rosa é jornalista



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