Religião

20/03/2020 | domtotal.com

Responsabilidade social para superação de crises

O individualismo é um entrave para a sociabilidade, em todas as suas significações

É preciso que nos cuidemos e que cuidemos dos mais vulneráveis!
É preciso que nos cuidemos e que cuidemos dos mais vulneráveis! (Kelly Sikkema/ Unsplash)

Felipe Magalhães Francisco

A gravíssima crise sanitária que estamos passando, em todo o mundo, não tem fim em si mesma, isto é: ela não traz um sentido. Mas, como seres simbólicos e espirituais que somos, podemos – e devemos! – aprender com a situação. Antes de tudo: é preciso que nos cuidemos e que cuidemos dos mais vulneráveis! É preciso responsabilidade. O Dom Especial desta semana é um apelo: compreender que o individualismo é um entrave para a sociabilidade, em todas as suas significações.

São tempos em que precisamos pensar a respeito de nosso pacto social, tão ameaçado pelo individualismo que nos afeta em todas as esferas da vida. Ajuda-nos a refletir sobre papéis e responsabilidades, Robson Sávio Reis Souza, com o artigo Em tempos de caos vale repensar os papéis do Estado e da sociedade. No texto, Souza faz uma leitura importante de como o Estado é importante para a garantia do usufruto dos direitos, por parte dos cidadãos e cidadãs, sobretudo os mais vulneráveis. Essa reflexão é importante, quando estamos desgovernados por uma política de necrogoverno, que ameaça, constantemente a saúde do tecido social, em todos os seus aspectos.

Gustavo Ribeiro aponta para o caminho ético a partir do qual devemos pautar nossos pensamentos e, sobretudo, nossas ações. O isolamento voluntário é necessário e fundamental para a proteção contra o contágio em massa, de modo especial dos mais vulneráveis, mas, como temos acompanhado nos noticiários, a relativização do problema levou que medidas mais drásticas fossem tomadas por parte do Estado, em todos os pontos do globo, a fim de desacelerar o ritmo do contágio. Tudo isso nos leva a pensar o fundamento ético que deve pautar nosso comportamento. É o que nos orienta o autor, com o artigo Quarentena, convivialidade e ética.

Por fim, Teófilo da Silva chama a atenção para A pedagogia da pandemia, quando reflete sobre a importância do que podemos aprender, em situações limites e de fronteira, tal como essa que nos assola, atualmente. Atenção, cuidado e responsabilidade são valores chave para nos ajudar a romper com um ciclo perigoso de infecção do que há de humano em nós. Redescobrir o senso coletivo é o caminho social e político que podemos aprender com essa crise.

Cuidem-se! Boa leitura!

*Felipe Magalhães Francisco é teólogo. Articula a Editoria de Religião deste portal. É autor do livro de poemas Imprevisto (Penalux, 2015). E-mail: felipe.mfrancisco.teologia@gmail.com



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