Mundo

24/03/2020 | domtotal.com

Rápida aceleração de casos da covid-19 no Brasil preocupa EUA e Trump pode restringir voos

EUA não restringiram a chegada de brasileiros, mas recomendaram que viagens não essenciais ao país sejam evitadas e os que voltarem do Brasil para os EUA fiquem em casa por 14 dias

Todos os dias, a força-tarefa liderada pelo vice-presidente americano, Mike Pence (na foto à direita), revê os dados globais e analisa novas medidas para conter a pandemia.
Todos os dias, a força-tarefa liderada pelo vice-presidente americano, Mike Pence (na foto à direita), revê os dados globais e analisa novas medidas para conter a pandemia. (Alan Santos/PR)

O governo americano observa o crescimento no número de casos de coronavírus no Brasil e não descarta a possibilidade de restringir os voos do País que chegam aos EUA. Um funcionário do alto escalão do Departamento de Segurança Interna disse nessa segunda-feira, 23, que a força-tarefa contra a pandemia reavalia diariamente a necessidade de novas restrições e, ao falar sobre a América Latina, mencionou especificamente o Brasil como o país que mais preocupa.

Segundo o funcionário, há uma preocupação com a "rápida aceleração" da contaminação em países como Brasil, que tem hoje mais de 1,5 mil casos confirmados. Todos os dias, a força-tarefa liderada pelo vice-presidente americano, Mike Pence, revê os dados globais e analisa novas medidas para conter a pandemia.

Leia também:



Os EUA têm mais de 40 mil casos confirmados de coronavírus em todos os Estados. No fim de janeiro, os americanos restringiram os voos da China. Depois, impuseram limitações a voos de Irã, União Europeia, Reino Unido e Irlanda. As medidas restringem a entrada de estrangeiros. Apenas americanos ou moradores com status de residentes permanentes são admitidos no país.

No sábado, 21, o Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC) aumentou para o nível três o alerta para viagens ao Brasil. Esse é considerado um dos indicativos de que os americanos observam atentamente a situação no País.

Até agora, os EUA não restringiram a chegada de brasileiros, mas recomendaram que viagens não essenciais ao país sejam evitadas e os que voltarem do Brasil para os EUA fiquem em casa por 14 dias.

O funcionário afirmou ontem que as restrições já impostas são por tempo limitado, mas disse que é "difícil vislumbrar o fim das restrições". Elas só ocorrerão quando houver sinais de desaceleração do número de infectados.


Nessa segunda, em coletiva de imprensa, o presidente Donald Trump agradeceu o Brasil por ter cooperado para que os EUA trouxessem 103 americanos que estavam em território brasileiro, após realizarem um cruzeiro. Segundo ele, maioria era de idosos e os americanos foram recebidos pelo governo do Texas.

Repatriação

Os Estados Unidos tentarão repatriar 13.500 cidadãos em todo o mundo devido à pandemia de coronavírus, mas não acreditam que conseguirão em todos os casos, informou o Departamento de Estado nesta segunda-feira.

No total, as autoridades repatriaram 5.700 cidadãos desde o início da crise global da saúde, incluindo mais de 800 de Wuhan, China, mais de 300 do navio Diamond Princess no Japão e cerca de 1.200 de Marrocos na semana passada. Os americanos também foram evacuados da América Latina nos últimos dias.

A grande maioria retornou em aviões fretados pelo governo, disse um alto funcionário do Departamento de Estado a repórteres, também contemplando o possível uso de aeronaves das Forças Armadas.

"Traremos milhares a mais para sua casa nos próximos dias e semanas", disse o funcionário sob condição de anonimato e anunciou que mais 16 voos já estão programados para o final da semana, repatriando 1.600 passageiros já registrados.

"Identificamos cerca de 13.500 cidadãos americanos no exterior que solicitaram nossa assistência para repatriá-los" em todas as regiões do mundo, disse.

No entanto, ele reconheceu complicações porque "existem pessoas que estão em lugares muito remotos em áreas muito distantes do mundo". "Eu tenho dúvidas sobre ser capaz de garantir que possamos trazer cada pessoa".

Washington convocou seus cidadãos a tentar recorrer a voos comerciais para retornar aos Estados Unidos, embora isso logo deixe de ser uma opção, devido ao fechamento de fronteiras e suspensão de rotas comerciais.

Em seu último aviso aos viajantes, elevado ao nível mais alto de alerta para todo o planeta, as autoridades americanas instaram seus cidadãos a não irem para o exterior. E recomendaram que aqueles que pudem "retornar imediatamente" por conta própria o façam.


AFP

EMGE

*O DomTotal é mantido pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Engenharia Civil conceito máximo no MEC.
Saiba mais!



Comentários