Brasil

25/03/2020 | domtotal.com

Em meio ao discurso de afrouxar medidas, Brasil tem 57 mortes por Covid-19

Enquanto Bolsonaro fala em mudar estratégia, sobe número de óbitos e infecções

Pico da doença no Brasil deve ocorrer no final de abril
Pico da doença no Brasil deve ocorrer no final de abril (Marcello Casal/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (25) que o país já tem 57 mortes causadas pelo novo coronavírus. De acordo com a pasta, são 2.433 casos confirmados da doença. Até essa terça-feira (24), a pasta contava 46 mortos pelo novo coronavírus e 2.201 casos confirmados, o que mostra um aumento de 24% de mortes e de 10% de casos oficiais de um dia para o outro. O Ministério também anunciou que as regiões Norte, Nordeste e Sul registraram os primeiros óbitos pela doença.

Minas Gerais tem 133 casos confirmados do novo coronavírus, conforme atualização divulgada nesta quarta-feira pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG). O balanço também aponta para 14.227 casos suspeitos. Não há mortes confirmadas no estado.

Em relação ao balanço anterior, divulgado nessa terça-feira (24), o aumento foi de três casos, todos em Belo Horizonte, que detém maior número de infectados (90).

Em coletiva, o ministro da saúde Henrique Mandetta anunciou que a pasta irá se reunir para fazer o balanço do primeiro mês da doença no país. Na manhã de hoje, Mandetta esteve no Palácio do Planalto. Participou de reunião com Bolsonaro, ministros e governadores do Sudeste, horas após o presidente afirmar que cobraria do Ministério da Saúde regras mais brandas sobre isolamento contra a covid-19, que se restringiriam apenas a grupos de risco -- idosos e pessoas com doenças crônicas. Na reunião, Mandetta pediu calma e equilíbrio aos governadores, mas não chegou a endossar o discurso do presidente, segundo pessoas presentes.

Na terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez pronunciamento em rede nacional, voltou a falar em "histeria" em torno da pandemia do novo coronavírus e criticou o fechamento de escolas, entre outras medidas de isolamento adotadas por governos e municípios.

A fala do presidente, que foi alvo de panelaço em ao menos dez grandes cidades do país, repercutiu negativamente no meio médico e científico. Entidades divulgaram notas rebatendo o pronunciamento e reforçando a necessidade de distanciamento social para conter a pandemia.


Agência Estado/Redação

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