Meio Ambiente

07/04/2020 | domtotal.com

Grande Barreira de Coral da Austrália sofre seu pior branqueamento

Mudança de cor acontece por causa do aumento da temperatura da água que causa estresse nos corais

Foto divulgada no dia 6 de abril de 2020, pela Universidade de James Cook, aérea do branqueamento de corais na Grande Barreira da Austrália
Foto divulgada no dia 6 de abril de 2020, pela Universidade de James Cook, aérea do branqueamento de corais na Grande Barreira da Austrália (JAMES COOK UNIVERSITY AUSTRALIA/AFP)

A Grande Barreira de Corais australiana sofreu o maior branqueamento já registrado, alertaram cientistas, chamando atenção para a ameaça que as mudanças climáticas podem ocasionar no maior organismo vivo do planeta. O professor da Universidade James Cook Terry Hughes disse que uma observação detalhada no último mês registrou um aumento recorde nas temperaturas, que ocasionou o terceiro branqueamento em massa nos últimos 2,3 mil km da Grande Barreira no intervalo de cinco anos.

O branqueamento ocorre quando os corais se estressam por causa do aumento da temperatura da água, o que os obriga a expulsar uma alga que vive em seus tecidos e os faz perder suas cores. "Monitoramos 1.036 corais por observação aérea durante as últimas duas semanas de março para medir a extensão e a profundidade do branqueamento dos corais na região da Grande Barreira", disse Hughes.

"Pela primeira vez, o forte branqueamento afetou as três regiões da Grande Barreira, no norte, centro e agora em amplas zonas do sul". As temperaturas da água do mar em fevereiro na área da Grande Barreira foram as mais altas desde que se há registro no país.

O turismo na Grande Barreira gera US$ 4 bilhões anuais para a economia australiana, mas está em risco de perder o seu título de patrimônio da humanidade que lhe foi dado pela UNESCO em 1981 por causa do dano a sua saúde por causa do aumento nas temperaturas do oceano.

Os episódios de branqueamento de 2016 e 2017 levaram a agência governamental a revisar para baixo a sua nota. O branqueamento foi visto pela primeira vez na barreira em 1998 - o ano mais quente desde que houve um recorde -, mas as temperaturas aumentaram com mais frequência, dando aos corais menos tempo para se recuperarem.

O professor da Universidade James Cook, Morgan Pratchett, disse que embora o branqueamento não mate necessariamente corais, alguns podem ter um resultado pior do que outros. "Voltaremos para debaixo d'água no final do ano para avaliar as perdas de coral desse episódio mais recente", disse Pratchett.


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AFP



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