Brasil

07/04/2020 | domtotal.com

Com 114 mortes em 24h, Brasil chega a 677 óbitos por Covid-19 e 13 mil infecções

Foram 1.661 casos confirmados e de ontem para hoje; taxa de letalidade está em 4,9%

Brasil tem 667 mortes por coronavírus
Brasil tem 667 mortes por coronavírus (Geraldo Bubniak/AEN)

O número de casos confirmados de Covid-19 no Brasil saiu de 12.056 para 13.717, conforme os dados oficiais desta terça-feira (7). Foram 1.661 novos casos notificados nas últimas 24 horas. As mortes provocadas pelo novo coronavírus chegaram a 667. Até segunda-feira (6), eram 553 óbitos.

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Há pessoas infectadas em todos os estados brasileiros. Só Tocantins não registrou morte por Covid-19 até este momento. Com base na comparação entre infecções e mortes, o índice de letalidade do vírus está em 4,9%. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Saúde na tarde desta terça-feira (7), com totais atualizados até 14 horas.

Apesar dos números em ascensão, o total de pessoas infectadas no Brasil é ainda maior. O país enfrenta problemas de oferta de testes que comprovam a contaminação pelo vírus mesmo para os casos considerados suspeitos, e o governo reconhece a subnotificação.

Embora o risco de complicações pela doença seja maior entre os mais velhos, o Brasil já registrou morte de adolescentes pela Covid-19. A Secretaria da Saúde de Pernambuco confirmou na última segunda-feira (6) a morte de um adolescente de 15 anos pelo novo coronavírus. O jovem é a vítima mais nova registrada no estado, que na análise do governo caminha para a fase de “aceleração descontrolada” da doença.

Já em São Paulo, estado mais afetado pela doença até agora, boletim divulgado na segunda, 6, no site da Secretaria Estadual de Saúde indica que, do total de mortes, duas foram de pessoas entre 10 e 19 anos de idade, sendo que uma delas não tinha nenhum fator de risco associado.

Tensão

A decisão sobre como enfrentar o avanço da doença no país gerou desgastes entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Enquanto Mandetta defende medidas de isolamento social, Bolsonaro já incentivou manifestações, passeou por Brasília e fala em favor da reabertura do comércio.

Em meio à tensão e a desentendimentos públicos, ficou posta em dúvida a permanência de Mandetta no cargo. Domingo (7), Bolsonaro disse, sem mencionar o subordinado, que "algo subiu na cabeça" de pessoas de seu governo, mas que a "hora deles vai chegar".

Sob "fritura" e depois de ter as gavetas limpas, Mandetta anunciou na noite de ontem que permanece no cargo, e reiterou que "médico não abandona paciente." Sem citar diretamente Bolsonaro, ele reclamou de críticas que, em sua visão criam dificuldade para seu trabalho à frente da pasta.


Agência Estado



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