Esporte Futebol Nacional

07/04/2020 | domtotal.com

Justiça do Paraguai determina prisão domiciliar para Ronaldinho Gaúcho

Ex-jogador e seu irmão Assis ficarão em um hotel em Assunção, após pagamento de $ 1,6 como garantia

O ex-craque Ronaldinho Gaúcho em sua chegada ao Palácio de Justiça de Assunção, no dia 6 de março de 2020
O ex-craque Ronaldinho Gaúcho em sua chegada ao Palácio de Justiça de Assunção, no dia 6 de março de 2020 (AFP)

Ronaldinho Gaúcho e Assis vão seguir presos no Paraguai, mas agora em prisão domiciliar. Nesta terça-feira (7), após pouco mais de um mês da detenção do astro em Assunção, o juiz Gustavo Amarilla decidiu mudar o regime de reclusão do craque, que agora ficará em um hotel.

A decisão que "relaxou" a condição de Ronaldinho foi tomada em uma audiência em que a defesa do craque apresentou o pagamento de fiança de $ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 8,35 milhões). Além disso, os advogados Sergio Queiroz e Adolfo Marin indicaram que ele e Assis vão ficar no Hotel Palmaroga.

Com a documentação do pagamento da fiança e da hospedagem em mãos, o juiz optou por permitir que eles fiquem em prisão domiciliar enquanto aguardam a sequência das investigações e o julgamento, embora o Ministério Público defendesse que ambos seguissem detidos, pois, soltos, poderiam atrapalhar as investigações.

Assim, a defesa de Ronaldinho enfim conseguiu uma vitória no processo após os três recursos anteriores terem sido negados pela Justiça paraguaia. E isso é importante, pois a prisão preventiva no país pode durar até seis meses, sendo que o sistema judiciário do país está parcialmente fechado.

Ronaldinho e Assis foram detidos em 6 de março, quando deram entrada no Agrupamento Especializado, um quartel da Polícia Nacional adaptado como presídio. Desde então, ele cumpriam prisão preventiva determinada pela Justiça paraguaia por usarem passaportes falsos para entrar no país dois dias antes.

O Ministério Público investiga suposta participação de Ronaldinho e do seu irmão em uma organização criminosa especializada em falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.


Agência Estado



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