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30/04/2020 | domtotal.com

Filme chileno 'Ema', com Gael García Bernal, disponível por 24h em 50 países

Longa do diretor chileno Pablo Larraín estará disponível a partir da 0h desta sexta

Mariana Di Girolamo e Gael García Bernal vivem um coreógrafo e uma bailarina em crise
Mariana Di Girolamo e Gael García Bernal vivem um coreógrafo e uma bailarina em crise (Pablo Lorraín)

Num dia de feriado, as salas de cinema estão fechadas e há muitas ofertas de streaming. No entanto, a produtora do cineasta chileno Pablo Larraín estabeleceu parcerias com 50 distribuidoras em todo o mundo e vai lançar, em caráter de pré-estreia, o filme Ema, aberto para ser visto em streaming por 14 horas. No Brasil, o longa estará disponível pela distribuidora Imovision, entre 0h e 23h59 desta sexta-feira (1º), na plataforma Mubi, onde o espectador se cadastra e recebe o convite com o link.  

Larraín, de 43 anos, é um dos mais conhecidos diretores do Chile. Concorreu ao Oscar em 2013, por No, ao Globo de Ouro em 2015, por O clube. Antes desses, havia feito Fuga, Tony Manero e Post-mortem. Depois, Neruda e Jackie, sua cinebiografia da ex-primeira dama norte-americana Jacqueline Kennedy, com recorte no período que se seguiu ao assassinato de seu marido e a luta dela para transformar o funeral do presidente num espetáculo de Estado que serviu como trampolim para a sua glória póstuma.

O novo filme, com Mariana Di Girolamo e Gael García Bernal, estreou em Veneza no ano passado e, logo em seguida, foi para outro grande festival, Toronto. O lançamento em streaming terá a presença virtual da atriz principal em ações promocionais – basta entrar no site da Imovision e seguir as indicações.

O filme conta a história de um coreógrafo (Gael) e sua mulher bailarina (Mariana). A relação azeda depois que adotam um menino que provoca um incêndio (e deforma o rosto da irmã dela). Estão a ponto de se separar.

O dono da Imovision Jean-Thomas Bernardini diz que é um filme estranho, que parece ir numa direção, mas muda o rumo e, no final, tem uma reviravolta que ele, como espectador, achou sensacional. "Tenho certeza de que o público vai amar!", garante.

Ele diz isso com a convicção de quem conseguiu montar uma rede de salas e uma distribuidora independentes, voltadas ao cinema autoral. Há tempos, Jean-Thomas tenta criar a própria operadora de streaming. Possui uma cartela de 500 títulos em operação, que chega a 1 mil graças a novos acordos renegociados com produtores e diretores. A burocracia da Ancine tem dificultado e ele espera a regularização desse mercado para se lançar nele. Enquanto isso e atendendo a pedidos do público, voltou ao DVD e ao Blu-Ray.

Nos últimos tempos, o streaming ganhou força principalmente entre os jovens, que não se importam de ver os filmes em diferentes mídias e plataformas. TV, laptop, iPad, iPhone. Mas ainda tem um segmento – os cinéfilos – que mantém uma relação de fetiche com o filme. "São pessoas que cultivam o filme como objeto físico, que gostam de tê-lo em mãos", reflete Jean-Thomas. Esse público vivia cobrando dele a reoperacionalidade da Imovision distribuidora de home vídeo. Ele capitulou - e tem sido ótimo. "Meu grande problema, como o da imensa maioria de empresários conscientes, era como manter a equipe nessa fase de cinemas fechados.

Um assunto do qual não dá para fugir – a reabertura das salas. Quando? "Não será uma decisão nossa, mas das autoridades. Os setores vão reabrir aos poucos. O cinema coloca problemas específicos devido à aglomeração. As poltronas são coladas, as pessoas sentam juntas. Além dos cuidados de higienização, temperatura, todos os cuidados que se aplicam aos diferentes seguimentos, vamos para ter a nossa questão específica." Numa sala de 200 lugares, poderão ser alojados quantos espectadores em segurança? A metade? Um quarto? “Mas isso tem de ser feito com responsabilidade”, afirma. “Já pensou reabrir, e haver contaminação? Mais do que no negócio, temos de pensar nas pessoas."



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