Meio Ambiente

21/05/2020 | domtotal.com

Previsão de temporada intensa de furacões no Atlântico causa apreensão por pandemia

Meteorologistas acreditam que de três a seis furacões podem superar a escala 3 de 5

A temporada no Atlântico vai de 1º de junho a 30 de novembro
A temporada no Atlântico vai de 1º de junho a 30 de novembro (NOAA)

Meteorologistas na Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa), dos Estados Unidos, anunciaram que a temporada de furacões no Oceano Atlântico, que vai de 1º de junho a 30 de novembro, será mais ativa do que a média este ano, com de três a seis furacões de categoria 3 ou mais, numa escala que vai até 5.

Neil Jacobs, chefe interino da Noaa, declarou que há 60% de chance de a estação ter entre três e seis grandes furacões, ou seja, com ventos de 178 km/h ou mais. Existe 30% de possibilidade de que a temporada seja "próxima ao normal" e apenas 10% de que seja "abaixo do normal", disse Jacobs.

No total, a Noaa estima que serão formadas entre 13 e 19 tempestades, com ventos de mais de 63 km/h ou mais. Destas, entre seis e 10 podem tornar-se furacões – o que ocorre quando elas alcançam 119 km/h –, e entre três e seis poderão chegar às categorias 3 a 5.

A temporada de furacões acontece oficialmente de 1º de junho a 30 de novembro, embora tenha começado no início deste ano, com a formação, no último domingo, da tempestade tropical Arthur, que contornou a costa sudeste dos Estados Unidos sem tocar a terra.

Este ano, a temporada de furacões representa um desafio particular em meio à pandemia, porque alguns protocolos que são seguidos – como abrigar evacuados em escolas – não são compatíveis com o distanciamento social. "A recomendação é de que, se puderem, vão com a família ou amigos para hotéis fora da área de evacuação", disse Carlos Castillo, da agência de emergência Fema, em teleconferência. Isso ocorre porque "o número de espaços (em abrigos) necessariamente diminui devido à necessidade de manter o distanciamento social", explicou.

Vários especialistas têm chamado a atenção para a possível necessidade de se preparar para um cenário de furacões com pandemia. "As pessoas terão que tomar decisões difíceis. Ficarei aqui com risco de que o teto da minha casa voe ou ela seja inundada? Ou deixarei o local em meu carro até outro espaço, onde correrei o risco de me expor à Covid-19?", comentou Bryan Koon, ex-diretor da Divisão de Emergências da Flórida.


AFP/Dom Total



Comentários
Newsletter

Você quer receber notícias do domtotal em seu e-mail ou WhatsApp?

* Escolha qual editoria você deseja receber newsletter.

DomTotal é mantido pela EMGE - Escola de Engenharia e Dom Helder - Escola de Direito.

Engenharia Cívil, Ciência da Computação, Direito (Graduação, Mestrado e Doutorado).

Saiba mais!