Ciência e Tecnologia

22/05/2020 | domtotal.com

Escassez no mercado obriga Cidade do México a fabricar suas próprias máscaras

Produção diária é de 40 mil unidades que serão distribuídas nos hospitais da capital

Funcionário trabalha na produção de máscaras N95, em fábrica que produz cerca de 40 mil unidades por dia, na capital mexicana
Funcionário trabalha na produção de máscaras N95, em fábrica que produz cerca de 40 mil unidades por dia, na capital mexicana (AFP)

A Cidade do México começou a fabricar suas próprias máscaras de proteção máxima, escassas no mercado local, para abastecer os médicos que trabalham na linha de frente da pandemia, anunciaram nessa quinta-feira (21) fontes oficiais.

Com este objetivo, o governo da capital se uniu à Universidade Nacional Autônoma do México e à empresa Atfil, especializada em produzir filtros de ar, em um investimento de U$ 1,4 milhão.

"Os médicos enfatizaram que havia dificuldade de encontrar e trazer as famosas máscaras n95, que flutuam de preço", disse a jornalistas José Bernardo Rosas, diretor geral de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica da Secretaria de Ciência local.

A produção começou esta semana, ante a falta de equipamento médico em hospitais que atendem à epidemia, que já deixou mais de 6 mil mortos no país, com a capital como uma das zonas mais atingidas. Segundo o governo, 149 funcionários da área de saúde morreram em meio à crise no país e centenas se infectaram.

Diferentemente das máscaras de tecido, a n95 é mais grossa e oferece maior proteção. Até o momento, estão sendo produzidas 40 mil máscaras especiais por dia, que são distribuídas nos hospitais da capital. Autoridades não descartam abastecer outros centros de saúde do país.

O governo mexicano mantém acordos com Estados Unidos e China para a compra de equipamento especial. Apesar disso, foram registrados protestos de médicos e enfermeiras que alegam não contar com material de proteção suficiente. Alguns afirmam que tiveram que comprá-lo com o próprio dinheiro.

O México é um dos maiores fabricantes de equipamento médico do mundo, embora a produção se destine basicamente à exportação. Alejandro Ramírez, acadêmico da faculdade de engenharia da Unam, que assessora o projeto, disse que a máscara n95 teve o preço aumentado entre 20 e 30 vezes.


AFP



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