Religião

25/05/2020 | domtotal.com

Público retorna à Praça de São Pedro e papa pede defesa do meio ambiente

Lançamento do ano dedicado à 'Laudato Si' aconteceu junto com o Dia Mundial das Comunicações

Papa Francisco rezou a oração do Regina Coeli do domingo da Ascensão na Biblioteca do Palácio Apostólico, mas foi à janela abençoar os peregrinos
Papa Francisco rezou a oração do Regina Coeli do domingo da Ascensão na Biblioteca do Palácio Apostólico, mas foi à janela abençoar os peregrinos (Vatican Media)

O público voltou à Praça de São Pedro neste domingo para receber a bênção do papa Francisco pela primeira vez em quase três meses, e o papa convocou um ano de reflexão sobre o meio ambiente.

Apenas algumas dezenas de pessoas foram à praça, que foi reaberta na segunda-feira junto com a Basílica de São Pedro após isolamento imposto por causa do coronavírus. Os fiéis respeitaram as regras de distanciamento social e a maioria usava máscaras.

Francisco apresentou a mensagem via internet de sua biblioteca, enquanto o público que estava na praça assistia em telas grandes, e depois ele foi à janela para a bênção silenciosa. Nos últimos três meses, o papa abençoou uma praça vazia.

Domingo foi o quinto aniversário de sua encíclica Laudato Si' sobre os cuidados com o meio ambiente, na qual o papa pediu a redução de combustíveis fósseis e apoiou o consenso científico majoritário de que a atividade humana é parcialmente responsável pelo aquecimento global.

Francisco instou os católicos a refletirem sobre o meio ambiente pelos próximos doze meses, como eles podem protegê-lo melhor e como ajudar os mais vulneráveis diante dos efeitos das mudanças climáticas.

Ele também enviou saudações especiais aos católicos na China continental no dia em que comemoram um dia de festa religiosa nacional.

Os católicos na China estão emergindo de mais de meio século de cisão que os deixou divididos entre uma Igreja "oficial" apoiada pelo Estado e uma Igreja "não oficial" leal a Roma.

Em 2018, a Santa Sé e Pequim assinaram um pacto histórico sobre a nomeação de bispos, o que significa que todos os bispos reconheceram a autoridade do papa.

Mas houve contratempos. Em junho, o Vaticano pediu a Pequim que parasse de intimidar o clero que se recusa a assinar um registro oficial do governo.

O acordo, que deve ser renovado em setembro, dividiu católicos na China e em todo o mundo, com alguns críticos dizendo que o papa cedeu ao governo comunista.



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Reuters/ Vatican News



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