Brasil Política

01/06/2020 | domtotal.com

'Momento muito difícil da nossa geração', diz Maia sobre radicalismo

Apesar de reconhecer situação complicada, deputado não acredita em golpe militar

'Não vejo nas Forças Armadas nenhum respaldo a esses movimentos políticos'
'Não vejo nas Forças Armadas nenhum respaldo a esses movimentos políticos' (Najara Araújo/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a criticar os conflitos institucionais promovidos por apoiadores mais radicais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em entrevista ao UOL, o parlamentar disse acreditar que, apesar dos conflitos, a democracia brasileira permanece forte e com apoio da população.

"Vivemos um momento muito difícil da nossa geração, nos últimos 100 anos, não vivemos um momento tão difícil, uma pandemia que vai chegar hoje a 30 mil mortos, a economia derretendo, a necessidade de gastos pela recessão que nós vamos passar e junto com isso uma escalada que não vem dessa pandemia, mas se mistura com ela, esses movimentos próximos ao presidente muito autoritários, sempre no ataque a quem diverge, a quem contraria a posição do governo. Eu fui vítima desses ataques, hoje é o Supremo Tribunal Federal (STF) em um movimento gravíssimo", disse Maia.

Maia defendeu a necessidade de se respeitar as decisões vindas do STF e falou que as ameaças a integrantes da Corte acontecem para impedir que os ministros continuem "cumprindo suas funções constitucionais".

Em resposta ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que disse que uma ruptura institucional no Brasil é questão de tempo, o presidente da Câmara falou que não vê tal risco no Brasil de hoje e que também não vê nas Forças Armadas um apoio aos pedidos de intervenção militar que surgem dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Para Maia, os ministros militares não representam as Forças Armadas.

"Não vejo risco de ruptura por causa da sociedade. Não vejo nas Forças Armadas nenhum respaldo a esses movimentos políticos. Um militar que virou ministro, não representa as Forças Armadas, esses ministros representam a política do governo Bolsonaro. Eles não podem misturar o histórico deles com o que representa as Forças Armadas. São coisas diferentes e assim devemos tratar. Não devemos criticar as Forças Armadas por conta um movimento político de um ministro que foi das Forças Armadas", disse Maia.




Agência Estado



Comentários
Newsletter

Você quer receber notícias do domtotal em seu e-mail ou WhatsApp?

* Escolha qual editoria você deseja receber newsletter.

DomTotal é mantido pela EMGE - Escola de Engenharia e Dom Helder - Escola de Direito.

Engenharia Cívil, Ciência da Computação, Direito (Graduação, Mestrado e Doutorado).

Saiba mais!