Meio Ambiente

24/06/2020 | domtotal.com

Pesquisa aponta que 23% do território da Amazônia está apropriado de forma ilegal

O percentual representa cerca de 11,6 milhões de hectares de florestas públicas empossadas no período de 1997 a 2018

O percentual representa cerca de 11,6 milhões de hectares de florestas públicas empossadas no período de 1997 a 2018
O percentual representa cerca de 11,6 milhões de hectares de florestas públicas empossadas no período de 1997 a 2018 (Mayke Toscano/Gcom-MT)

Um levantamento realizado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Instituto Pesquisa Amazônia (Ipam) aponta que a Amazônia tem 23% de floresta em terras públicas não destinadas registradas ilegalmente como propriedades privadas.

O percentual representa cerca de 11,6 milhões de hectares de florestas públicas empossadas no período de 1997 a 2018. No total, a Amazônia tem 49,8 milhões de hectares de florestas sem destinação.

O estudo indica que uma das consequências da falta de destinação pode ser a invasão de grileiros e, consequentemente, o aumento do desmatamento e das queimadas. A prática é conhecida por abrir espaço ao pasto e ao gado, dando uma impressão de “produtividade” à área.

Florestas em terras públicas não destinadas são terrenos que não foram vendidos regularmente ou delimitados como unidade de conservação, como área quilombola ou terras indígenas.

Estes espaços se tornam “propriedade privada” no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que pode ser declarado de forma independente. Para validar o cadastro, é necessário uma fiscalização, porém, por conta da lentidão no processo, nem sempre a terra passa pela fiscalização correta.


Ipam



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