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26/06/2020 | domtotal.com

Tecnologia e computação: visão prática do início de carreira

Estudantes recém-ingressados no mercado contam sobre suas experiências

Programação básica é uma das possíveis áreas para estudantes de computação
Programação básica é uma das possíveis áreas para estudantes de computação (Pixabay)

Guilherme Moreira

É comum que os vestibulandos busquem informações sobre o mercado de trabalho de diferentes áreas no processo de escolha por um curso de graduação. Na Tecnologia da Informação (TI), é consenso que o âmbito profissional se mantém forte apesar das seguidas crises que o país enfrenta. Mas como são, na prática, os primeiros passos dentro desse mercado para um estudante da área?

Para o professor Ricardo Freitas, da EMGE Escola de Engenharia e Computação, o mercado de TI está bastante movimentado e até com carência de bons profissionais especializados. O empecilho para os alunos que querem iniciar na área é a dificuldade de possuir essa especialização. “Aí é que reside o problema: a falta de experiência. Apesar de existirem muitas vagas para trainees, se o aluno, durante seu curso, conseguir avançar em conteúdos importantes, isso facilitará sua entrada em várias empresas”, explica o professor. Porém, ele deixa claro que também existe o caminho para alunos inexperientes ou ainda não-especializados. Nesses casos, o professor indica áreas como suporte a clientes, documentação e homologação de sistemas e até programação básica, que são as opções mais viáveis atualmente. 

Para estudantes que ingressaram há pouco tempo na área, a experiência em um estágio ou como trainee tende a ser muito válida, como avalia Pablo Augusto, estudante da EMGE, que atua há sete meses como jovem aprendiz no Sicoob Credicom. “A experiência é válida, principalmente porque estou começando agora e posso ter uma noção de como as coisas funcionam. É uma ótima oportunidade”.

Camila Martins, também estudante da EMGE, possui uma opinião parecida, atuando há aproximadamente três meses na assistência técnica do Hospital Eduardo de Menezes. “Foram experiências incríveis, pois trabalhando eu consegui colocar na prática tudo o que eu aprendi na EMGE e vejo que, além disso, eu aprendo coisas que só se vê quando você está trabalhando”.

Camila Martins, estudante de Ciência da Computação na EMGE e estagiária em assistência técnica.

E o mercado durante o isolamento social?

Não é novidade que todos os mercados sofreram e sofrem com a atual crise do coronavírus. Apesar da área de TI não ser exceção, ainda existem possibilidades para que a computação possa se reinventar nesses momentos. Para as corporações de TI, novas oportunidades podem surgir, como explica o professor Ricardo: ”empresas que têm a TI como atividade fim, como as desenvolvedoras de software, aproveitaram este período para alavancar oportunidades que surgiram, por exemplo, nas áreas de comunicação virtual, vendas on-line, softwares rodando em browsers, entre outras”.

Pablo Augusto (esq.), estudante de Ciência da Computação na EMGE e jovem aprendiz de TI no Sicoob Credicom.

Para os alunos recém-ingressados no mercado que estão precisando se adaptar ao home office, a experiência pode ser tão interessante quanto difícil. Wenzel Kallebe, estudante de Ciência da Computação da EMGE, que está no mercado há cerca de duas semanas, diz que tem sido uma experiência boa e inovadora, pensando no momento em que estamos passando. Já para Camila Martins, trabalhar com a assistência técnica durante o isolamento social tem sido um pouco mais complexo. “Para mim trabalhar na pandemia tem sido difícil, pois normalmente, no trabalho, tenho contato com as pessoas e consigo ver o que realmente elas realmente necessitam, e em casa você não possui esse contato. Além disso, em casa minhas funções mudaram. Então tem sido uma experiência diferente, tendo que me redescobrir na área”.

Wenzel Kallebe (meio), estudante de Ciência da Computação na EMGE, que atua na área de suporte técnico.

Por fim, para quem deseja ingressar na área de TI, o professor Ricardo recomenda aprimorar seus conhecimentos da forma possível, com eventos extraclasse, como cursos, palestras, congressos, estágios e atividades profissionais na área do curso. “Para aqueles que estão chegando ao mercado sem experiência e com conhecimento exclusivo acadêmico, minha dica é tentar uma atividade inicial aceitando as condições de um trainee, a fim de ganhar experiência, de preferência numa empresa maior. Em paralelo, fazer cursos e participar de eventos das áreas de seu interesse, mesmo que com investimento próprio. Daí, é ter paciência, e acreditar sempre que sua vez chegará!”, aconselha o professor.

Guilherme Moreira/Necom Dom Helder e EMGE



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