Religião

28/06/2020 | domtotal.com

Astrônomo do Vaticano se torna o 11º jesuíta que dá nome a um asteroide

Padre Chris Corbally, SJ trabalha na equipe do Observatório do Vaticano desde 1983

O padre jesuíta Chris Corbally, astrônomo do Observatório do Vaticano, celebra a missa para os membros da Oficina de Fé e Astronomia da instituição no Centro de Renovação Redentorista 13 de janeiro de 2016, em Tucson, Arizona
O padre jesuíta Chris Corbally, astrônomo do Observatório do Vaticano, celebra a missa para os membros da Oficina de Fé e Astronomia da instituição no Centro de Renovação Redentorista 13 de janeiro de 2016, em Tucson, Arizona (Nancy Wiechec/ CNS)

Dennis Sadowski*

Mais um jesuíta passou a ter um asteroide com seu nome. O padre Chris Corbally, um astrônomo estelar do Observatório do Vaticano, teve seu nome associado a um corpo rochoso no cinturão de asteroides que orbita o sol em pouco menos de quatro anos.

A honra foi uma surpresa, disse Corbally. "Eu não sou o tipo de asteroide", como outros dos seus colegas do observatório, disse . ?Para mim, foi uma completa surpresa. É uma maravilha"

O asteroide em particular, designado com o código 119248 Corbally, tem mais de 1,6 metros. Foi descoberto em 10 de setembro de 2001 por Roy Tucker, um engenheiro sênior recém-aposentado do Imaging Technology Laboratory da Universidade do Arizona.

Tucker trabalhou extensivamente com os astrônomos do Vaticano. Seu trabalho incluiu a construção e manutenção de câmeras de dispositivos acoplados a carga, usadas para imagens digitais de objetos celestes no Laboratório de Tecnologia Avançada do Vaticano, bem como em telescópios usados por Corbally no Observatório Steward da Universidade do Arizona.

Nomear um asteroide requer a aprovação de um comitê da União Astronômica Internacional (IAU). Uma vez nomeado, uma breve citação sobre a pessoa que está sendo homenageada é publicada em uma circular do Minor Planet Center da IAU.

Os asteroides são pequenos corpos rochosos que orbitam o sol. Milhares deles estão localizados no cinturão de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter. Mas alguns têm órbitas que os levam a outros locais do sistema solar.

Nascido em Londres, Corbally, 74 anos, trabalha na equipe do Observatório do Vaticano desde 1983. Ele ingressou no observatório após concluir o doutorado em astronomia pela Universidade de Toronto. Foi vice-diretor do Grupo de Pesquisa do Observatório do Vaticano até 2012.

Corbally tem uma ampla gama de interesses de pesquisa. Eles abrangem vários sistemas estelares, classificação espectral estelar, atividade em estrelas do tipo solar, estrutura galáctica e regiões de formação estelar e tecnologia de telescópios.

"Eu sou um homem muito das estrelas. Mas percebendo que as estrelas estão em nossa galáxia, também estou interessado na estrutura da galáxia e na história das populações de estrelas nela. Minha maneira de investigar tudo isso é através das estrelas individuais?, disse o astrônomo.

A pesquisa atual do jesuíta concentra-se nas características da senciência humana no contexto da evolução. [A senciência é a capacidade de sentir, de entender ou de perceber algo por meio dos sentidos. Alguns biólogos acreditam na senciência dos golfinhos].

Uma pesquisa do Observatório do Vaticano descobriu pelo menos 10 asteroides com nomes de jesuítas, incluindo Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus. 

Outros asteroides foram nomeados com os nomes de jesuítas contemporâneos de Corbally: o irmão Guy Consolmagno, diretor do Observatório do Vaticano e presidente de sua fundação, o padre Richard Boyle e o padre Jean Baptiste Kikwaya, astrônomos do observatório, e o padre Robert Macke, cientista pesquisador e curador de meteoritos do observatório. 

Além disso, outros asteroides foram nomeados pelo padre George Coyne, o diretor do observatório que morreu no dia 11 de fevereiro deste ano; o padre Christopher Claviu, cujas medidas matemáticas ajudaram a desenvolver o calendário gregoriano; o padre Roggiero Boscovich, um matemático do século 18; o padre Maximilian Hell, que determinou o paralaxe solar a partir das observações de Vênus enquanto transitava em frente ao sol em 1769; e o padre Angelo Secchi, diretor do observatório do Colégio Romano durante o século 19.

Publicado originalmente por Crux


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Tradução: Ramón Lara



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