Coronavírus

29/06/2020 | domtotal.com

OMS diz que dexametasona pode 'salvar vidas' de pacientes graves da Covid-19

Diretor da entidade alerta que o pior ainda está por vir e recomenda usar o que há disponível

Um dia antes de se completarem seis meses desde o primeiro caso relatado do novo coronavírus, a entidade estabeleceu cinco novas diretrizes para os países enfrentarem a pandemia
Um dia antes de se completarem seis meses desde o primeiro caso relatado do novo coronavírus, a entidade estabeleceu cinco novas diretrizes para os países enfrentarem a pandemia (Denis Balibouse/ Reuters)

Atualizada às 14h24

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (29), que o corticoide dexametasona "salva vidas" de pacientes graves da Covid-19. Um dia antes de se completarem seis meses desde o primeiro caso relatado do novo coronavírus, a entidade estabeleceu cinco novas diretrizes para os países enfrentarem a pandemia. Em uma delas, intitulada "salvar vidas", Tedros citou o medicamento.

"Identificação precoce dos infectados e cuidados clínicos precoces salvam vidas. Dar oxigênio e dexametasona a pessoas com casos graves da Covid-19 salva vidas. Dar atenção aos grupos de risco, inclusive aos idosos e pessoas de cuidados prolongados, também salva vidas", afirmou o diretor.

O líder da organização comentou sobre o ressurgimento de casos em países que reabriram a economia e ressaltou que muitas pessoas ainda estão suscetíveis à Covid-19. De acordo com o diretor, a pandemia ainda se estenderá por um longo período. "O pior ainda está por vir", disse em outro momento sobre a pandemia, ao criticar as divisões políticas e ideológicas que atrapalham o combate à doença.

"Muitos países implementaram medidas nunca antes vistas para suprimir a transmissão e salvar vidas. Essas medidas tiveram sucesso, mas não interromperam completamente a doença. O vírus ainda tem muito espaço para se disseminar. Todos queremos o final disso. Todos queremos que a vida continue. Mas a dura realidade é: não estamos nem próximos do final. Embora vários países tenham progredido, globalmente a pandemia está acelerando", alertou.

Além do tópico sobre preservação de vidas, a OMS estipulou outras quatro orientações: empoderamento das comunidades, supressão da transmissão, aceleração das pesquisas e liderança política.

"Independentemente do estágio em que o país se encontra, essas cinco prioridades, se executadas consistentemente e coerentemente, podem fazer toda a diferença. A questão crítica que todos enfrentarão nos próximos meses é como conviver com esse vírus. Este é o novo normal", disse Tedros.

Segundo ele, é importante que os governos e as comunidades se concentrem no que está agora disponível, ou seja, medidas como o distanciamento físico, o uso de máscaras em locais públicos, testes, rastreamento de contatos e quarentena dos casos da doença. "Não temos vacina agora, mas há muito que podemos fazer para conter transmissão", disse Michael Ryan, diretor executivo da OMS, também presente na coletiva. "Não há garantias de que haverá vacina, por isso há tantas candidatas", notou.

Ghebreyesus também apelou para que governos e comunidades levem a sério suas tarefas já existentes. "O vírus se dissemina de modo agressivo, é trágico ter de reportar mais de 10 milhões de casos", lamentou, pedindo unidade dentro dos países, para além de partidos ou ideologias, na resposta ao problema.


Agência Estado/Dom Total



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