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30/06/2020 | domtotal.com

Europa abre fronteiras para 15 países, mas deixa de fora o Brasil e os EUA

Medida busca reativar a indústria do turismo durante o verão no continente

Funcionário limpa corrimão do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris
Funcionário limpa corrimão do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris (Ian Langsdon/AFP)

A partir desta quarta-feira (1º), a União Europeia (EU) começa a suspender as restrições de viagens para residentes de países fora do grupo a partir de 1º de julho. A lista inicial conta com 15 países e deixa de fora os países em que a pandemia de Covid-19 segue grave, como os Estados Unidos e quase todos latino-americanos, incluindo o Brasil.

A decisão será aplicada a China, Japão, Tailândia, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Austrália, Argélia, Marrocos, Tunísia, Ruanda, Geórgia, Montenegro, Sérvia e Canadá, além do Uruguai, o único país latino-americano da lista. Os europeus disseram que a reabertura será aplicada a turistas da China "sujeitos à confirmação de reciprocidade". As autoridades chinesas autorizam a entrada de residentes apenas em um número limitado de países europeus.

Restrições não se aplicam aos cidadãos do Reino Unido, um país que deixou a UE em 31 de janeiro, nem, de acordo com a recomendação adotada nesta terça-feira. Os residentes de Andorra, Mônaco, São Marinho e Vaticano, de acordo com comunicado, devem ser considerados residentes da UE para os fins desta recomendação. "Os critérios para determinar os países terceiros para os quais a atual restrição de viagens deve ser levantada abrangem, em particular, a situação epidemiológica e as medidas de contenção, incluindo o distanciamento físico, bem como considerações econômicas e sociais", informa o comunicado.

No caso do Brasil, a União Europeia confirmou que o país está fora da lista. Estados Unidos e Brasil, os dois países com maior número de casos e de mortes pelo novo coronavírus, foram excluídos, assim como Turquia, Rússia e Índia. EUA e Brasil têm, juntos, pouco mais de 4 milhões de casos confirmados e registraram cerca de 188 mil mortes, de acordo com um levantamento da Universidade Johns Hopkins. A decisão para novas reaberturas será revisada pelo conjunto de países europeus a cada 15 dias.

A lista, feita especialmente com base em critérios epidemiológicos, que serão atualizados a cada duas semanas, deixa de fora os cidadãos dos Estados Unidos e da Rússia que - junto com a China - são os principais grupos de turistas da UE. Para elaborar sua lista, os europeus examinam a situação da Covid-19 em países terceiros, que deve ser semelhante ou melhor ao quadro europeu, bem como a tendência de surtos, ou a resposta geral à pandemia.

O acordo é uma "recomendação" não vinculante para os países da UE e para os países associados ao espaço Schengen de livre-circulação - Noruega, Islândia, Liechtenstein e Suíça - responsáveis por implementar a decisão na íntegra, ou não.

A adoção da lista foi possível ao fim de uma série de árduas discussões, devido às implicações diplomáticas e econômicas, em um contexto em que o setor de turismo europeu, duramente atingido pelo confinamento, pressiona para reativar as viagens. O Fundo Monetário Internacional (FMI) já alertou que países onde o turismo é essencial para suas economias, como Espanha e Grécia, sofrem mais com a pandemia. A instituição prevê uma contração de 10,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro em 2020.

Os países mais dependentes do turismo queriam abrir fronteiras fechadas desde março, o mais rápido possível, mas com alguma coordenação. A Grécia, por exemplo, permite estadas turísticas da Nova Zelândia, da Coreia do Sul, ou da China, a partir de 15 de junho. "Um Estado-membro não deve decidir suspender as restrições de viagem para países terceiros não incluídos na lista, antes que isso seja decidido de maneira coordenada", alertou o Conselho da UE após a decisão.

Cidadãos europeus procedentes de países, para os quais os residentes não podem viajar, podem entrar no bloco, assim como profissionais de saúde, diplomatas, pessoas que buscam proteção, ou que estão indo estudar.


Agência Estado/AFP/Dom Total



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