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01/07/2020 | domtotal.com

Pandemia aumentou em 18% o número de mortes nos EUA, diz estudo

Durante pico da pandemia, Nova York teve sete vezes mais enterros do que o normal

Funcionário empurra um caixão para o crematório em Nova York
Funcionário empurra um caixão para o crematório em Nova York (Arquivos/AFP)

A pandemia de coronavírus gerou 122 mil mortes a mais do que o esperado em um ano normal nos Estados Unidos, o equivalente a um aumento de 18%. Um estudo analisou uma compilação de dados em nível nacional e em locais onde houve surtos muito agudos, mostrando um excesso ainda maior de mortes.

Em Nova York, houve três vezes mais enterros do que o normal e até sete vezes mais durante o período mais grave da pandemia, de acordo com um compilado de dados semanais estudados pela Universidade de Yale e publicados pelo Journal of Internal Medicine JAMA.

Para a cidade de Nova York, a quantidade de mortes esperadas segundo um modelo demográfico com base nas estatísticas de anos anteriores seria de 13 mil pessoas entre 1 de março e o final de maio. Neste ano, o número de mortos foi de 38.170 pessoas.

Além disso, o estudo revelou que durante a primeira fase da pandemia o saldo oficial de mortos por coronavírus foi subestimado.

O total de mortes adicionais foi maior do que o saldo de casos fatais pelo coronavírus, o que se deve ao fato de que muitas vezes não foi feito testes nos mortos, ou pela forma não padronizada em que os certificados de óbito são preenchidos nos Estados Unidos.

22% do excesso de mortes não estiveram relacionadas ao coronavírus.

Em estados como Texas e Arizona, que não tiveram um surto tão agudo durante a primavera boreal, mas que agora enfrentam um salto brusco nos casos, os resultados mostraram mais disparidades.

Nesses lugares, mais da metade do excesso de mortes não tem explicação ou ligação com a pandemia.

À medida em que mais testes foram realizados nos Estados Unidos, a margem foi diminuindo.

"A diferença entre o balanço oficial da Covid-19 e o excesso de mortes vem diminuindo ao longo do tempo e quase desapareceu em alguns lugares, como na cidade de Nova York", disse Daniel Weinberger, autor principal do estudo e professor associado da Escola de Saúde Pública de Yale.

O estudo não aborda a questão das mortes indiretamente atribuídas à pandemia. Esses tipos de pacientes tiveram outro diagnóstico, como ataque cardíaco ou acidente vascular, mas se recusaram a ir ao hospital devido ao medo do coronavírus.

Outros estudos mostram que houve um aumento nesse tipo de morte, mas Weinberger afirmou que não acredita que isso tenha contribuído significativamente para o excesso de mortes durante a pandemia.


AFP



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