Religião

02/07/2020 | domtotal.com

Pandemia provoca alteração em peregrinações mundiais

Caminho de Santiago tem alterações e Lourdes terá 'e-peregrinação' para diversas línguas

Santuário reabre e exige medidas para a contenção da pandemia, reduzindo o número de peregrinos a 50% ou 70%
Santuário reabre e exige medidas para a contenção da pandemia, reduzindo o número de peregrinos a 50% ou 70% (Pixabay)

Reabriu esta quarta-feira (1º) a catedral de Santiago de Compostela e, com ela, o centro de acolhimento ao peregrino, bem como alguns dos albergues do Caminho. Mas a pandemia obrigou a pôr em prática regras especiais para aqueles que queiram percorrer os itinerários até Santiago. Em Lourdes, continuam suspensas todas as peregrinações, mas o Santuário, que reabriu parcialmente, está preparando para o dia 16 de julho uma "e-peregrinação" global que prevê a participação de "milhões de pessoas de todos os continentes".

No Caminho de Santiago, a principal alteração pós-covid19 diz respeito à abolição daquele que era até agora um verbo muito comum para os peregrinos: "partilhar". Segundo as novas recomendações divulgadas pelo Conselho Jacobeu, os peregrinos deverão a partir de agora levar na mochila alguns objetos pessoais e intransmissíveis que não faziam parte da lista de material essencial: térmicas para água e alimentos, talheres que possam ser esterilizados e reutilizados, máscaras, desinfetante em gel e para pulverizar e uma caneta.

Os peregrinos são aconselhados a higienizar o mobiliário das zonas de descanso antes de o usarem, desinfetar as mãos antes e depois de abrir a água nos bebedouros, beber sempre a partir da sua própria térmica, manter a distância de segurança e utilizar máscara nos miradouros e espaços fechados. Caso se desloquem em bicicleta, deverão estacioná-la sem que esta entre em contacto com as restantes e desinfetá-la antes de a utilizar novamente.

Numa altura em que já se prepara a celebração do Ano Santo Jacobeu 2021 (declarado acontecimento de excepcional interesse público), os albergues irão reabrir gradualmente até setembro, estando neste momento limitados a 50% ou 75% da sua capacidade, consoante sejam públicos ou privados, pelo que se recomenda que as estadias sejam reservadas com antecedência no aplicativo criado para o efeito.

As novas regras supõem que os albergues procedam à higienização dos espaços comuns pelo menos seis vezes ao dia e que os dormitórios sejam atribuídos a famílias ou grupos de pessoas peregrinando juntas. Na maioria dos casos, as cozinhas e refeitórios permanecerão fechados, pelo que os peregrinos deverão planear as suas refeições antecipadamente.

Quanto aos donativos aos albergues, bem como outros pagamentos, deverão ser feitos, sempre que possível, através de meios eletrônicos. Recomenda-se ainda que os peregrinos instalem o aplicativo Alertcops para assinalar o seu itinerário e assim fazer a peregrinação com maior segurança.

De acordo com o jornal El País, não há ainda uma estimativa quanto ao número de peregrinos que farão o Caminho de Santiago este ano. O recorde foi batido em 2019, com cerca de 350 mil peregrinos chegando a Santiago de Compostela através dos diferentes percursos.

Lourdes

No Santuário de Lourdes, que anualmente recebe em média 3 milhões de visitantes, as peregrinações continuam suspensas, mas são esperadas para a e-peregrinação global "milhões de pessoas de todos os continentes, através da televisão, rádio e redes sociais, sob o signo da esperança e da solidariedade", diz a organização em nota para a imprensa.

Intitulada Lourdes United, a iniciativa irá decorrer no dia 16 de julho, "aniversário da 18ª e última aparição da Virgem Maria", e incluirá 15 horas de transmissão ao vivo de "celebrações, procissões, rosários, orações" e ainda testemunhos de inúmeras "personalidades religiosas e civis" que falarão do "papel que Lourdes desempenha nas suas vidas".

Os conteúdos poderão ser seguidos através da página da iniciativa e serão disponibilizados em dez línguas diferentes, incluindo o português.

O Santuário de Lourdes é um centro de peregrinação internacional que mobiliza quase cem mil voluntários para acolher, anualmente, 3 milhões de peregrinos e visitantes de todo o mundo, incluindo mais de 50 mil pessoas doentes e deficientes.

Como o mundo enfrenta "uma crise econômica e social sem precedentes", aliada a uma "busca sem precedentes de significado", em Lourdes, os pobres, os frágeis, os doentes e os deficientes têm o primeiro lugar, sublinha a nota.


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Ecclesia/ Sete Margens/ Dom Total



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