Brasil Política

03/07/2020 | domtotal.com

Renato Feder foi convidado para novo ser o novo ministro da Educação

Com 42 anos, ex-executivo da área de tecnologia é visto como pessoa conciliadora

O novo ministro terá missão difícil à frente do MEC
O novo ministro terá missão difícil à frente do MEC (Arquivo Pessoal)

Atualizado às 10h55

O presidente Jair Bolsonaro escolheu o secretário de Educação do Paraná e ex-executivo Renato Feder para ser o novo ministro da Educação. Feder havia se reunido com Bolsonaro antes da escolha de Carlos Alberto Decotelli, que pediu demissão depois de denúncias sobre incoerências em seu currículo. A expectativa é que o anúncio seja feito ainda nesta sexta-feira (3). Na semana passada, Bolsonaro havia ligado para Feder para agradecer. Mas ele teria preferido alguém mais velho. Decotelli tem 70 anos e Feder, 42.

A página da Secretaria de Educação e Esportes do Paraná informa que Feder se formou em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e fez mestrado em Economia na Universidade de São Paulo (USP). Ainda foi professor da Educação de Jovens e Adultos (EJA), deu aulas de matemática por 10 anos e foi diretor de escola por oito.

No Paraná, seus contatos com empresários e terceiro setor fizeram com que ele fosse indicado a Ratinho Junior (PSD) para o cargo, no ano passado. Durante a pandemia, o estado é um dos que tem se destacado por ter criado rapidamente um sistema de educação a distância bem estruturado com aulas on-line.

Sua visão liberal de mercado e a defesa do empreendedorismo, além de experiência na área de educação, agradam a ala militar do governo, que deseja alguém de perfil mais técnico e com capacidade de apagar os traumas – ou a inação – dos ex-titulares da pasta: Velez Rodriguez e Abraham Weintraub tiveram gestões desastrosas e Carlos Decotelli nem tomou posse.

No entanto, Feder já defendeu a extinção do MEC e apoia a privatização da educação, o que deve gerar críticas nas universidades públicas federais e setores mais progressistas. É um forte defensor do ensino à distância. 

O presidente havia preterido Feder, segundo fontes, por sua relação com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O empresário doou R$ 120 mil à campanha do tucano para prefeito. Feder é secretário de Educação no Paraná e chegou a trabalhar na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.

Em 2016, Feder doou R$ 120 mil para a campanha de João Doria para a prefeitura de São Paulo em 2016. O nome de Feder aparece no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como a sétima maior quantia entre os doadores da campanha, que recebeu R$ 12 milhões. Na época, Feder era proprietário da Multilaser, uma empresa da área de tecnologia. O nome dele não consta entre os doadores da campanha para governador de Doria.

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Agência Estado/Dom Total



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