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07/07/2020 | domtotal.com

Procuradoria boliviana acusa Evo de terrorismo e volta a pedir sua prisão

Em fevereiro, o Ministério Público abriu outro processo contra o ex-presidente por suposta fraude eleitoral, mas até agora não houve avanços

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales, em entrevista coletiva, em Buenos Aires, em 21 de fevereiro de 2020
O ex-presidente da Bolívia Evo Morales, em entrevista coletiva, em Buenos Aires, em 21 de fevereiro de 2020 (AFP/Arquivos)

A Procuradoria Geral da Bolívia acusou o ex-presidente Evo Morales, refugiado na Argentina, por supostas infrações terroristas e seu financiamento, e novamente solicitou sua prisão preventiva.

A acusação formal contra Morales (2006-2019) é pelos "crimes de terrorismo e financiamento do terrorismo por supostamente ter coordenado" com um líder plantador de coca, por telefone "o bloqueio alimentar e o cerco das capitais durante os conflitos de 2019", afirmou a Procuradoria-Geral em comunicado.

É a segunda vez que a instituição judicial solicita a prisão de Morales. Em dezembro, solicitou sua prisão por sedição e terrorismo pelos mesmos eventos. Na época, anunciou que solicitaria sua prisão à Interpol, mas o processo não avançou.

Em fevereiro, o Ministério Público abriu outro processo contra o ex-presidente por suposta fraude eleitoral, mas até agora não houve avanços. "Na resolução de imputação, é solicitada prisão preventiva" de Morales, que renunciou após 14 anos após intensos protestos nas ruas pelo o que a OEA chamou de irregularidades nas eleições de outubro de 2019, nas quais tentava um novo mandato até 2025.

Os procuradores baseiam sua acusação atual em perícias realizadas na Colômbia. "As amostras têm uma alta probabilidade de identificar a voz do Sr. Evo Morales Ayma", segundo o comunicado. "Não deixe entrar comida nas cidades, vamos bloquear, cerco de verdade", diz a voz na suposta ligação do ex-presidente ao líder do plantador de coca Faustino Yucra Yarmi.

Ao apresentar a gravação em novembro, o ministro do Interior, Arturo Murillo, descreveu a ação como "um crime contra a humanidade".


AFP



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