Brasil Política

08/07/2020 | domtotal.com

Bolsonaro publica vídeo tomando hidroxicloroquina, remédio sem eficácia comprovada pela Ciência

Político segue fiel à imagem de provocador 'politicamente incorreto' com a qual foi eleito presidente do Brasil

Próximos dias devem determinar se estava certo em março de se gabar sobre seu 'histórico de atleta'
Próximos dias devem determinar se estava certo em março de se gabar sobre seu 'histórico de atleta' (Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) compartilhou um vídeo onde aparece tomando um comprimido de hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia comprovada contra o coronavírus. O chefe do executivo revelou nessa terça que testou positivo pela Covid-19. Aos risos, Bolsonaro diz saber do risco, mas afirma que ele próprio é um exemplo do sucesso do medicamento. No mesmo vídeo, Bolsonaro faz ressalvas e declara que existem outros remédios que podem ajudar a combater a doença.

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Contestador

Depois de anunciar a alguns jornalistas que foi infectado pelo coronavírus, Jair Bolsonaro tirou a máscara, fiel à imagem de provocador "politicamente incorreto" com a qual foi eleito presidente do Brasil.

O presidente de 65 anos reconheceu que "devemos prestar atenção às pessoas mais velhas", mas que "não vale a pena entrar em pânico" diante do que ele chamou de "gripezinha" por quatro meses, em referência a uma pandemia que já matou mais de 66.000 brasileiros.

Os próximos dias devem determinar se o presidente de extrema direita, no cargo desde janeiro de 2019, estava certo em março de se gabar sobre seu "histórico de atleta".

"Se eu estivesse infectado com o vírus, não seria nada preocupante, porque sentiria no máximo uma gripezinha ou um leve resfriado", disse ele.

Com a Covid-19, Bolsonaro enfrenta um novo desafio. Durante a campanha eleitoral, ele viu a morte de perto depois de ser esfaqueado no abdômen por um homem com distúrbios mentais.

"Se ele vencer a Covid-19 sem sintomas graves, isso poderá fortalecer a visão entre seus partidários radicais de que ele é um super-homem messiânico", tuitou nesta terça-feira (7) Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getúlio Vargas, referindo-se ao nome do meio do presidente, "Messias".

Apoio dos lobbies

A gestão da crise de saúde até o momento fez Bolsonaro perder apoio, enquanto suas bases se radicalizaram. Apenas um ano e meio após o início de seu mandato, Bolsonaro enfrenta cinquenta pedidos de impeachment. Sua eleição pode ser anulada e seus filhos estão sob investigação por acusações de corrupção e disseminação de informações falsas.


Dom Total e AFP



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