Religião

08/07/2020 | domtotal.com

Entidades católicas pedem governos socorro aos pobres na pandemia

ONGs pedem fundo emergencial na Europa e ajuda a países pobres ao congresso dos EUA

El Indio, localidade ao norte de Lima
El Indio, localidade ao norte de Lima (Sebastian Enriquez/ AFP)

Entidades católica e organizações solidárias fazem apelo à União Europeia ao Congresso dos Estados Unidos em favor dos mais pobres. Na Europa, o apelo de ajuda se destina a fortalecer os serviços sociais. Já nos Estados Unidos, as ONGs religiosas pedem que 0,005% do valor aprovado para a recuperação da economia no país seja destinado a programas humanitários, de saúde e diplomáticos globais.

A Cáritas Europa e 11 organizações solidárias uniram-se para pedir à União Europeia a criação de um Fundo de Emergência Social para responder à crise provocada pela pandemia de Covid-19.

O apelo sublinha que os serviços sociais garantem assistência e apoio a milhões de pessoas na Europa, com ajudas a idosos, pessoas com deficiência, crianças e jovens, além de pessoas em risco de pobreza, sem-abrigo, migrantes e vítimas de violência doméstica.

"Instamos a criação, a curto prazo, de um Fundo de Emergência para os Serviços Sociais durante a pandemia de Covid-19, o que permitiria que a União Europeia apoiasse diretamente e colocasse à disposição serviços sociais urgentes durante este período”, assinala o documento.

A declaração sublinha que os serviços sociais também são essenciais para o mercado e a economia, dando emprego a 11 milhões de trabalhadores.

"Os serviços sociais são serviços essenciais, mas não são suficientemente reconhecidos como essenciais, porque, com muita frequência, são considerados apenas como uma tarefa de última hora", advertem as organizações.

"Exortamos as instituições europeias a maximizar o potencial do Plano de Recuperação para a Europa, a fim de fortalecer a resiliência e a recuperação por meio de alocações orçamentais que garantam a qualidade e a acessibilidade dos serviços sociais àqueles que mais precisam", conclui a declaração.

Ajuda humanitária internacional

Um apelo para alocar recursos urgentes para ajudar os países mais pobres do mundo a enfrentar a emergência coronavírus foi dirigido nestes dias ao Congresso dos Estados Unidos por mais de trinta ONGs religiosas no país, incluindo o Catholic Relief Services (CRS), a agência humanitária internacional da Igreja Católica estadunidense. Entre os signatários, também dom David J. Malloy, presidente da Comissão para a Paz e a Justiça Internacional da Conferência Episcopal (Usccb).

"Se não vencemos a Covid-19 em algum lugar, não podemos derrotá-la em lugar nenhum", diz uma declaração do CRS que acompanha a carta, destacando que uma recente pesquisa indica que 72% dos estadunidenses são a favor de ajudas aos mais fracos do mundo nesta pandemia.

Segundo as ONGs cristãs, são necessários pelo menos entre US$ 10 a 15 milhões para ajudar os países que não têm os meios para lidar com a crise da saúde. Isso equivale a apenas 0,005% dos três trilhões de dólares até agora aprovados pelo Congresso estadunidense para financiar o plano de ajuda elaborado pelo Partido Democrata para combater a Covid-19 e apoiar a economia dos EUA. Até o momento, no entanto, não estão previstas alocações para ajudas internacionais.

Sem ajuda humanitária aos países mais vulneráveis – destacam as ONG religiosas –, o número de mortes corre o risco de ser dramático: "Um recente relatório estimou que nesses países poderiam ocorrer até 3 milhões de mortes se não houver uma maior assistência humanitária, enquanto outros milhões correm o risco de morrer de fome nos países pobres devido à crise econômica provocada pela pandemia".

"Os programas humanitários, de saúde e diplomáticos globais dos Estados Unidos podem ajudar a salvar vidas pela prevenção, diagnóstico e tratamento da doença e fornecendo equipamentos de proteção individual", enfatiza a carta.

"Também é fundamental que nosso país responda às terríveis exigências econômicas, de segurança alimentar, humanitárias e de desenvolvimento, acentuadas pelos efeitos da Covid-19, e continue as operações humanitárias em andamento para o tratamento da malária, tuberculose, HIV/Aids e a promoção da liberdade religiosa no mundo" , acrescentaram as ONGs, que também recordam o dever moral dos cristãos de cuidar de pessoas necessitadas: "Neste momento crítico, não podemos dar as costas aos nossos irmãos e irmãs no mundo", afirma a carta. "Como nação, temos quer a capacidade como a obrigação de fornecer recursos que impeçam a propagação desta doença e aliviem o sofrimento das pessoas por ela afetadas. Assim sendo, estamos certos de que também nós estaremos protegidos neste país".

Neste sentido, o apelo urgente aos membros do Congresso por uma ação urgente em apoio a uma "vigorosa resposta internacional" ao impacto da Covid-19 por meio da aprovação de novas alocações destinadas ao exterior.

"Rezemos – conclui a nota –  para que os representantes de nosso país encontrem uma maneira de estar à altura de sua responsabilidade de ajudar os menos afortunados", conclui a carta.


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Dom Total/ Vatican News/ Ecclesia



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