Coronavírus

14/07/2020 | domtotal.com

Segundo OMS, normalidade pré-pandemia ainda continua distante

'O vírus continua sendo o inimigo público', disse o diretor-geral Tedros Adhanom

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva em Genebra, em 3 de julho de 2020
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva em Genebra, em 3 de julho de 2020 (POOL/AFP)

O mundo não vai recuperar a "antiga normalidade em um futuro previsível", advertiu a Organização Mundial da Saúde (OMS), nessa segunda-feira (13), um dia após relatar um recorde de 230 mil novos casos de Covid-19 em um dia.

"O vírus continua sendo o inimigo público número um, embora as ações de muitos governos e pessoas não reflitam isso", declarou à imprensa o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Para ele, "muitos países vão na direção errada". "Mensagens contraditórias dos líderes minam o ingrediente essencial de qualquer resposta: confiança", acrescentou, sem citar nomes.

Mais uma vez, o chefe da OMS pediu aos governos que se comuniquem claramente com seus cidadãos e estabeleçam estratégias abrangentes para suprimir a transmissão do coronavírus e salvar vidas. E que, ao mesmo tempo, peçam à população para continuar tomando as devidas precauções, como respeitar a distância física, lavar as mãos, usar máscaras e se isolar, se estiver doente.

"Se esses princípios básicos não forem seguidos, essa pandemia pode ir apenas em uma direção: ou seja, de pior a pior", insistiu. "Quero ser franco com vocês: não haverá um retorno à normalidade em um futuro previsível", completou.

A pandemia matou mais de 569 mil pessoas em todo mundo desde o final de dezembro. Oficialmente, mais de 13 milhões foram contaminadas, e pelo menos 6,9 milhões são consideradas curadas.

Os Estados Unidos são, hoje, o país mais afetado em número de casos e em óbitos. Em segundo lugar, está o Brasil. "O epicentro do vírus está agora nas Américas, onde se registrou mais de 50% dos casos do mundo todo", acrescentou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

EUA

Tedros, cuja liderança tem sido criticada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que de 230 mil novos casos no domingo, 80% eram de dez países e 50% de apenas dois.

Ele disse que a OMS ainda não recebeu uma notificação formal da saída dos EUA da organização, anunciada por Trump. O presidente norte-americano diz que a OMS se alinhou à China, onde a Covid-19 foi detectada pela primeira vez, no início da crise.

Trump, que usou uma máscara protetora em público pela primeira vez no fim de semana, foi acusado por adversários políticos de não levar o novo coronavírus a sério o suficiente, o que ele nega.

Uma equipe da OMS foi à China para investigar as origens do novo coronavírus, descoberto pela primeira vez na cidade de Wuhan. Os membros da equipe ficaram em quarentena, de acordo com o procedimento padrão, antes de começar a trabalhar com cientistas chineses, disse Mike Ryan, chefe do Programa de Emergências da OMS.


AFP/Agência Brasil/Dom Total



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