Economia

16/07/2020 | domtotal.com

FMI defende manutenção do gasto público para conter crise provocada pela pandemia

Entidade afirma que será necessário ampliar as medidas de proteção social e continuar com o gasto público para estimular a economia

(Arquivo) A diretora gerente do FMI, Kristalina Georgieva
(Arquivo) A diretora gerente do FMI, Kristalina Georgieva (AFP/Arquivos)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu nesta quinta-feira (16) a manutenção do gasto público para estimular a economia. Além disso, a entidade aponta para a necessidade de intervenção estatal. A declaração, feita pela diretora gerente do FMI, Kristalina Georgieva, acontece a poucos dias da reunião virtual do G20 que será organizada pela Arábia Saudita. Também nesta quinta, o Banco Central Europeu reiterou que a economia da zona do euro continua precisando de amplos estímulos monetários.

Georgieva estabeleceu uma linha de prioridades: manter e se necessário ampliar as medidas de proteção social, continuar com o gasto público para estimular a economia e aproveitar a oportunidade para construir um mundo mais "justo" e "verde".

"Temos uma daquelas oportunidades que acontecem uma vez em um século de construir melhor: um mundo mais justo e mais equitativo, mais verde e sustentável, mais inteligente e, sobretudo, mais resiliente", completou Georgieva.

O G20, grupo dos países mais desenvolvidos do planeta e das principais nações em desenvolvimento, se reunirá em um momento de grande incerteza, depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a pandemia segue avançando e já provocou mais de 580.000 mortes.

"Ainda não estamos fora de perigo. Uma segunda onda global da doença poderia provocar mais perturbações na atividade econômica", advertiu Georgieva.

O FMI prevê que a economia global registre uma contração de 4,9% em 2020, uma crise que na América Latina implicará uma queda de 9,4% do PIB.

Georgieva admitiu que os crescentes e importantes níveis da dívida são uma preocupação séria, mas advertiu que, neste momento da crise, o custo de uma retirada prematura é maior do que a manutenção do apoio até quando for necessário.

No momento em que muitos países iniciam a reabertura, a diretora gerente do FMI admitiu que o mundo está "em uma nova fase da crise", que vai exigir mais agilidade das políticas para assegurar uma recuperação duradoura e compartilhada.

Estímulos continuam sendo necessários, diz BCE

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse nesta quinta-feira, 16, que a economia da zona do euro continua precisando de amplos estímulos monetários. Em coletiva de imprensa virtual que se seguiu à decisão mais cedo do BCE de manter sua política monetária inalterada, Lagarde disse que dados recentes mostram que a recuperação da zona do euro tem sido incipiente após o violento choque da pandemia de coronavírus.

Lagarde apontou que os chamadores indicadores de alta frequência atingiram seu pior momento em maio, mas ressaltou que a perspectiva econômica continua pesando sobre gastos com consumo e investimentos de empresas

Repetindo detalhes do comunicado do BCE divulgado mais cedo, Lagarde disse que as taxas de juros do BCE vão seguir nos níveis atuais ou menores até a inflação do bloco voltar à meta oficial, que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%, e que as aquisições do chamado Programa de Compras de Emergência na Pandemia (PEPP, na sigla em inglês) serão feitas de forma flexível e irão até pelo menos o fim de junho de 2021. Lagarde também reiterou que o BCE continuará comprando ativos pelo tempo que for necessário.


AFP



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