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27/07/2020 | domtotal.com

OMS vai realizar reunião para reavaliar pandemia do novo coronavírus

Há quase seis meses a entidade declarou emergência de saúde pública de interesse internacional

O diretor para situações de emergência da OMS, Michael Ryan
O diretor para situações de emergência da OMS, Michael Ryan (POOL/AFP)

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse que a próxima quinta-feira (30) marcará seis meses desde que a entidade declarou o novo coronavírus como emergência de saúde pública de interesse internacional. "É a sexta vez que uma emergência de saúde global é declarada pelo Regulamento Sanitário Internacional, mas essa é facilmente a mais grave", afirmou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27) acrescentando que o Comitê de Emergência vai se reunir nesta semana para reavaliar a pandemia de coronavírus.

Tedros Adhanom destacou que o número de casos de infecção por Covid-19 no mundo praticamente dobrou nas últimas seis semanas, chegando a quase 16 milhões, segundo dados relatados à OMS, e resultando em mais de 640 mil mortes.

Na época em que o coronavírus foi declarado emergência de saúde global, em 30 de janeiro, havia menos de 100 casos de Covid-19 fora da China - onde a doença teve origem - e nenhum registro de morte, ressaltou o diretor-geral da OMS.

Fronteiras fechadas

Manter as fronteiras fechadas para combater a pandemia viral é uma estratégia inviável, afirmou nesta segunda-feira (27) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Manter as fronteiras internacionais fechadas não é necessariamente uma estratégia viável", destacou Michael Ryan, diretor para situações de emergência da OMS, durante uma coletiva de imprensa virtual.

"Será praticamente impossível para os países manterem suas fronteiras fechadas em um futuro próximo", acrescentou.

"As economias devem reabrir, as pessoas devem trabalhar, o comércio deve ser retomado", admitiu, embora reconheça que cada Estado deve levar em consideração individualmente quais são os riscos de abrir suas fronteiras.

Muitos países estão fechando suas fronteiras aos viajantes procedentes de áreas de risco ou impondo quarentenas e testes, mas sem uma estratégia combinada.

"É muito difícil contar com uma política que convenha a todos. Se sou uma nação pequena sem casos de Covid-19, um único caso (importado) pode significar um desastre. Em um país onde a incidência da doença é significativa, fechar as fronteiras pode não fazer diferença", continuou.

"As medidas de restrição das viagens devem ser tomadas em conjunto com outras medidas", enfatizou. "Mas só as primeiras não são eficazes para limitar a propagação do coronavírus, que está em todas as partes", acrescentou o funcionário da OMS.


Agência Estado/ AFP



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