Ciência e Tecnologia

30/07/2020 | domtotal.com

Facebook enfrenta nova campanha para eliminar conteúdo que negue o Holocausto

#NoDenyingIt: Sobreviventes do terror nazista gravam vídeos dirigidos a Mark Zuckerberg

A irmã de Anne Frank, Eva Schloss, foi uma das que gravaram vídeo com o apelo
A irmã de Anne Frank, Eva Schloss, foi uma das que gravaram vídeo com o apelo (Arquivo/ANP/AFP)

Mais uma vez, o Facebook é alvo de uma campanha para eliminar publicações de teor falso. Primeiro, foi boicotado por não excluir  publicações racistas ou supremacistas e campanhas de ódio. Centenas de anunciantes boicotaram o Facebook como parte das reivindicações para que a rede social impeça todo tipo de conteúdo que promova o ódio e a violência. Apesar do esforço, as iniciativas são consideradas muito limitadas e com pouco efeito. 

Agora, sobreviventes do Holocausto lançaram uma campanha de publicação de vídeos no Facebook para pedir ao CEO da rede social, Mark Zuckerberg, que apague conteúdos que neguem o genocídio nazista dos judeus. Sobreviventes de todo o mundo, incluindo Eva Schloss, a irmã caçula de Anne Frank, gravaram mensagens de 30 segundos para divulgar nas redes sociais com a hashtag #NoDenyingIt (#NãoTemComoNegar). "Eu perdi toda minha família. Muitos, muitos membros da minha família. Não tem como negá-lo! Eliminem do Facebook a negação do Holocausto", suplicou no vídeo Schloss.

Zuckerberg, que é judeu, foi alvo de polêmica e muitas críticas em 2018 ao afirmar que o Facebook não bloqueará publicações que neguem a morte de 6 milhões de judeu pelos nazistas, porque não acreditava que os negacionistas estavam "intencionalmente equivocados", apesar de suas publicações serem "extremamente ofensivas".

Em resposta às críticas, o Facebook anunciou que bloquearia este tipo de conteúdo em países onde os comentários são ilegais, como Alemanha, França e Polônia. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, onde devido às leis de liberdade de expressão a negação do Holocausto não é crime, o Facebook analisa as publicações individualmente para determinar se transgridem as normas da rede social.

Cerca de mil anunciantes, entre eles gigantes como Coca-Cola e Adidas, interromperam seus anúncios no Facebook por acreditar que a maior rede social do mundo precisa aplicar uma política mais dura contra o discurso de ódio.

Recentemente, o Facebook tem se mostrado mais proativo no combate às notícias falsas e chegou a excluir mensagens postadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Facebook afirma que alerta os usuários quando líderes mundiais transgridem as normas da plataforma, embora suas mensagens possam ser lidas devido ao seu valor noticioso.


AFP



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