Coronavírus

03/08/2020 | domtotal.com

Situação no Brasil frente à pandemia 'continua a ser de muita preocupação'

País já alcançou a triste média de mil mortos por dia pela Covid-19

Tedros Adhanom disse que alguns países precisarão 'dar um passo atrás' para reavaliar como lidam com a pandemia em nível nacional, a fim de suprimir o vírus
Tedros Adhanom disse que alguns países precisarão 'dar um passo atrás' para reavaliar como lidam com a pandemia em nível nacional, a fim de suprimir o vírus (Rovena Rosa/ABr)

Diretor executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan afirmou nesta segunda-feira (3), que a situação do Brasil na pandemia "continua a ser de muita preocupação". Ao ser questionado sobre o quadro no país, Ryan lembrou que muitos Estados têm registrados números altos de casos, com o Brasil tendo cerca de mil mortes diárias na média pela doença recentemente.

"Suprimir a intensa transmissão comunitária é o primeiro passo", afirmou Ryan. Ele insistiu na importância de haver coordenação entre os governos e as comunidades. "Os governos precisam fazer sua parte para detectar casos, isolá-los, rastrear contatos quando for possível e criar condições para que a doença não possa se disseminar facilmente", apontou, mencionando também que é preciso "evitar aglomerações". Ryan lembrou que a lista de tarefas é "fácil de dizer e difícil de atingir". Segundo ele, os países com transmissão intensa da doença têm um "caminho longo" pela frente. 

"Não há bala mágica", afirmou, repetindo declaração anterior do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no início da coletiva. O diretor executivo disse que alguns países precisarão "dar um passo atrás" para reavaliar como lidam com a pandemia em nível nacional, a fim de suprimir o vírus.

Também presente na coletiva, a líder da resposta da OMS à pandemia da Covid-19, Maria Van Kerkhove, destacou a importância de se mobilizar recursos para as áreas mais afetadas de um país. "Há tremendos recursos no Brasil e o desejo de atacar esse problema", disse, insistindo para que se apliquem as medidas já conhecidas e eficazes para conter a transmissão, como o uso de máscaras, testagem, etc. "É preciso que exista capacidade de testar, para se saber onde o vírus está", ressaltou.

Ainda na resposta sobre o Brasil, Ghebreyesus disse que os países mais afetados não devem esmorecer. "Nunca é tarde demais, sigam estratégia abrangente" contra a doença. Ele lembrou, na coletiva, que os testes de vacina têm avançado, mas não será possível saber se há vacina eficaz, nem por quanto tempo, até que eles terminem.


Agência Estado/Dom Total



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