Religião

07/08/2020 | domtotal.com

Papa e bispos italianos enviam ajuda financeira para o Líbano

Soma dos valores doados pela Conferência Episcopal italiana e por Francisco ultrapassa 1 milhão de euros

O produtor de TV libanês Tony Ahwaji, ferido, contempla na varanda de seu apartamento danificado a devastação da cidade de Beirute
O produtor de TV libanês Tony Ahwaji, ferido, contempla na varanda de seu apartamento danificado a devastação da cidade de Beirute (Patrick Baz/AFP)

A presidência da Conferência Episcopal Italiana (CEI) decidiu, esta sexta-feira (7), destinar um milhão de euros à população do Líbano, afetada pela explosão ocorrida em um armazém no porto de Beirute, em 4 de agosto. O valor provém do Fundo 8x1000 e servirá aos planos de ação da Caritas Líbano, através da Caritas Italiana. Além dessas ajudas, o papa Francisco também enviou 250 mil euros.

São 154 as vítimas fatais apuradas até o momento e 120 os feridos em situação crítica, segundo o Ministro da Saúde libanês Hamad Hasan. Mas os feridos totais ultrapassam cinco mil. "Segundo um balanço provisório, existem também centenas de milhares de pessoas desabrigados e danos consideráveis em casas e infraestruturas", afirma nota da CEI.

As necessidades mais urgentes são, portanto, "assistência sanitária aos feridos, comida, água, alojamento para os desabrigados, apoio psicossocial para os mais vulneráveis", continuam os bipos. Especificamente, o valor destinado pela presidência da CEI será destinado ao apoio "aos planos de intervenção de emergência da Caritas Líbano, através da Caritas Italiana, pelos próximos 12 meses".

A Caritas, na realidade, já está prestando as primeiras ajudas e planeja continuar a fazê-lo nos próximos meses. Além disso, serão apoiadas as "intervenções de reparação de habitações, as ações de reabilitação, o acompanhamento e apoio financeiro às camadas mais pobres e vulneráveis da população". Tudo isso também graças a "uma ampla mobilização de voluntários locais".

A CEI recorda também que esta "catástrofe atinge um país já castigado por uma forte crise financeira, econômica e social, agravada no ano passado, e que reduziu muitas famílias ao nível de pobreza": mais de um quarto da população vive com "menos de US$ 5 por dia".

Por fim expressando "condolências e proximidade aos habitantes do Líbano", a Igreja italiana reza pelas vítimas, familiares e feridos, para que o país", com o compromisso das autoridades.

Ajuda do papa

O santo padre enviou através do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, um primeiro socorro de 250 mil euros para atender às necessidades da igreja libanesa nestes tempos de dificuldade e sofrimento. Esta doação quer ser um sinal da atenção e proximidade de sua santidade para a população afetada e de sua proximidade paterna às pessoas que estão em sérias dificuldades.

O auxílio foi transmitido através da Nunciatura Apostólica de Beirute e será usado para cuidar dos afetados pela terrível explosão do porto, que causou várias mortes e centenas de milhares de feridos e deslocados, enquanto destruiu edifícios, igrejas, mosteiros e instalações civis e sanitárias. Diante de necessidades urgentes, as estruturas católicas, através dos centros de acolhimento de pessoas deslocadas, juntamente com a ação da Caritas Líbano, Caritas Internationalis e várias organizações irmãs da Caritas, já deram uma primeira resposta à ajuda de emergência.

Todos nós nos unimos ao convite do papa Francisco, expresso durante sua audiência geral em 5 de agosto passado: "oramos pelas vítimas e suas famílias; e oramos pelo Líbano, para que, com o comprometimento de todos os seus componentes sociais, políticos e religiosos , possa enfrentar esse momento trágico e doloroso e, com a ajuda da comunidade internacional, superar a grave crise que está passando ".

Igreja pede ajuda da ONU

O cardeal Bechara Rai, patriarca de Antioquia dos maronitas, publicou nota em que agradece a ajuda dos Estados e entidades que manifestaram sua solidariedade e pediu que ONU criasse um fundo para enfrentar a crise.

"Em nome da Igreja do Líbano, agradeço a todos os Estados que expressaram sua vontade de ajudar Beirute", escreveu o cardeal, que também se dirige "aos outros países irmãos e amigos, aos grandes Estados, assim como às Nações Unidas", para mobilizar e prestar ajuda à cidade, "sem qualquer consideração política, porque o que aconteceu vai além da política e do conflito".

O pedido do patriarca é de criar um fundo sob controle da ONU para administrar a ajuda. A Igreja local, escreve novamente o cardeal, está "completamente solidária com as famílias das vítimas, dos feridos e dos deslocados, que está pronta para acolher", mas "se encontra hoje diante de uma nova grande tarefa, que é incapaz de realizar sozinha".


Vatican News/ Dom Total



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