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09/08/2020 | domtotal.com

Bolsonaro anuncia ajuda ao Líbano e convida Temer para chefiar missão ao país

A declaração foi feita durante uma conferência organizada pelo presidente da França, Emmanuel Macron

Silo ficou destruído em explosão no porto de Beirute, no Líbano
Silo ficou destruído em explosão no porto de Beirute, no Líbano (Hussein Malla/AP)

O presidente Jair Bolsonaro anunciou neste domingo (9), o envio de uma missão de ajuda humanitária e técnica ao Líbano, para ajudar na reconstrução do país após as explosões que destruíram a região portuária de Beirute. De acordo com o presidente, a equipe brasileira pode ser chefiada pelo ex-presidente Michel Temer, que é filho de libaneses, e foi convidado para assumir a função. A declaração foi feita durante uma conferência organizada pelo presidente da França, Emmanuel Macron.

Entre as medidas anunciadas, estão o envio de medicamentos e insumos básicos médicos em um avião da Força Aérea Brasileira e a destinação de quatro mil toneladas de arroz para atenuar os efeitos da perda de cereais. Bolsonaro também afirmou que negocia com o governo libanês o envio de uma equipe técnica para colaborar na perícia que investiga a explosão.

"Neste momento difícil, o Brasil não foge à sua responsabilidade", afirmou Bolsonaro durante a teleconferência. O presidente também voltou a manifestar condolências às famílias das vítimas e disse que uma união internacional é necessária para enfrentar as consequências da explosão.

Trump cobra investigação

Donald Trump também participou do evento e aproveitou para cobrar uma investigação para apurar as causas da explosão. Após discursos contraditórios do governo norte-americano sobre a tragédia, Trump pressionou a comunidade internacional para descobrir o que de fato aconteceu.

"Foi acidente de fato? Se foi acidente, foi um acidente tremendamente horrível. Cabe saber: será que foi outra coisa diferente que não um acidente?", questionou o presidente.

Na terça-feira (4), após a explosão, Trump chegou a afirmar que o desastre ocorrido na região portuária de Beirute parecia ter sido um "ataque". Neste domingo, 9, porém, ele condicionou a avaliação a uma investigação. "Uma investigação deve ser feita com muito empenho e, se houve qualquer coisa diferente do que hoje lemos, e tenho recebido diferentes leituras do que pode ter acontecido na tragédia, esperamos que ocorra uma investigação prontamente."

Presidente promete responsabilizar culpados

Sob pressão internacional, o presidente do Líbano, Michel Aoun, prometeu investigar e responsabilizar todos os culpados pela tragédia. O governo do Líbano é acusado de negligência na explosão e está à beira de uma crise humanitária após a destruição de estoques de comida e remédios.

O comando do país enfrenta manifestações nas ruas. Na sexta-feira (7), Aoun disse que a tragédia pode ter sido causada "por intervenção externa", citando a hipótese de "um míssil".

Neste domingo (9), o presidente do país árabe prometeu combater a corrupção e empreender reformas após a destruição, em uma tentativa de responder ao cenário. Ele recebeu declarações de condolências na reunião, mas também ouviu cobranças para uma investigação internacional sobre o ocorrido.

"Ninguém está acima da lei. Comprometi-me com cada cidadão libanês que toda pessoa cuja participação ficar comprovada será responsabilizada em conformidade com a legislação libanesa vigente", disse.


Agência Estado



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