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09/08/2020 | domtotal.com

Kalil decreta luto em BH após país registrar 100 mil mortos

Velocidade de transmissão da Covid-19 mantém tendência de redução na capital

O prefeito da capital mineira Alexandre Kalil, em coletiva de imprensa
O prefeito da capital mineira Alexandre Kalil, em coletiva de imprensa (FERNANDO MORENO/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Após o país decretar, no último sábado (8), a triste marca de 100 mil mortes em decorrência do coronavírus, o prefeito da capital mineira, Alexandre Kalil (PSD), determinou, neste domingo (9), luto oficial em Belo Horizonte. O anúncio foi feito hoje, em uma edição especial do Diário Oficial do Município (DOM). O período de luto terá duração de três dias.

Conforme o último boletim epidemiológico divulgado pela PBH (Prefeitura de Belo Horizonte), a capital mineira registrou, até sexta-feira (7), 24.436 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. No total, 652 doentes morreram. Em Minas Gerais, segundo boletim divulgado hoje pela SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), 153.927 mineiros já contraíram o vírus. Ainda conforme o documento estadual, 3.537 infectados não resistiram e morreram.

Reabertura do comércio

Na última terça-feira (4), Kalil anunciou nova flexibilização na capital. As lojas de Belo Horizonte abriram novamente as portas na última quinta-feira (6). Na ocasião, o Prefeito afirmou que, se os números de infectados voltarem a subir, os estabelecimentos precisarão ser fechados novamente. “Não tem festa. Estamos tendo uma chance e vamos nos agarrar a essa chance com seriedade, se não vamos fechar de novo a cidade”, afirmou o mandatário.

De acordo com o 13º Boletim de Monitoramento da Covid-19 divulgado nesta sexta-feira (7), a velocidade de transmissão da doença está perdendo força de maneira gradual. Do final de julho em diante, o número de infecção por infectado (Rt) se estabilizou e iniciou uma tendência de queda. Em 28 de julho, o Rt médio estava em 0,99 e no dia 7 registrou 0,87 – o menor patamar até o momento, mantendo-se no nível verde.

Essa redução implica em menor número de novos casos, o que tem refletido em uma menor demanda por internações, principalmente das alas de enfermaria. Dados do Boletim Epidemiológico e Assistencial divulgados na segunda-feira (3) mostravam que a taxa de ocupação de Enfermaria para Covid, incluindo as redes SUS-BH e Suplementar (privada), estava em 53,8%, e nessa quinta-feira ficou em 52,1%.

O índice assistencial para os casos mais graves que necessitam de terapia intensiva se mantém na faixa vermelha, mas com tendência de queda que pode se acentuar nas próximas semanas, se mantida a redução no número de novos casos. De segunda até quinta-feira, a taxa de ocupação de leitos de UTI, que também inclui a Rede SUS-BH e a Rede Suplementar, passou de 80,6% para 76,6%, aproximando-se do nível amarelo.

O secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, aponta a redução significativa de pacientes que aguardam um leito em Belo Horizonte durante esta semana. "Nessa sexta-feira (7), às 8 da manhã, a fila para internação estava zerada, tanto para enfermaria quanto para UTI Covid", informou Jackson.

Mesmo com o índice de alerta geral da Covid-19 permanecendo nesta edição do boletim no vermelho (Rt em verde; leitos Enfermaria em amarelo; leitos de UTI em vermelho), a trajetória de queda nos indicadores sustentam a permanência na Fase 1.

"Considerando que a reabertura contribua para maior circulação de pessoas, é fundamental o rigor na aplicação dos protocolos e na observação dos cuidados individuais. Temos que continuar reduzindo a velocidade de transmissão para diminuir o nível de ocupação de leitos hospitalares para Covid. Diante disso, pedimos que a população continue adotando as medidas de segurança e só saia para o necessário. A doença ainda está muito presente e qualquer descuido pode refletir numa nova onda de ascensão da doença", disse o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis.

Abertura em fases

Segunda semana em diante da Fase 1 (a partir de 12 de agosto):

Todo o comércio varejista não contemplado na fase de controle:

  • Estabelecimentos de rua, centros de comércio e galerias de lojas: quarta a sexta, entre 11h e 19h;
  • Comércio atacadista da cadeia do comércio varejista da Fase 1 (incluindo vestuário): quarta a sexta, entre 11h e 19h;
  • Cabeleireiros, manicures e pedicures: quinta a sábado, entre 11h e 20h;
  • Shopping centers, centros de comércio e galerias de lojas: quarta a sexta, entre 12h e 20h. Praças de alimentação funcionarão somente por delivery ou retirada, sem consumo no local;
  • Atividades no formato drive-in: sexta a domingo, das 14h às 23h.

Caso os indicadores epidemiológicos e assistenciais permitam, a progressão de fases poderá ocorrer daqui a 15 dias, quando os impactos dessa primeira semana da reabertura do comércio serão perceptíveis.

Fase 2

  • Parques públicos (locais, regras, horários, e dias de funcionamento estão em construção);
  • Bares, restaurantes e lanchonetes.

Funcionamento:

Bares, restaurantes e lanchonetes: segunda a quinta para horário de almoço (11h às 15h), sem venda de bebidas alcoólicas; sexta, entre 11h e 22h, com venda de bebidas alcoólicas a partir das 17h; sábado e domingo até as 22h com venda de bebidas alcoólicas. Sem restrições para delivery e retirada;

Praças de alimentação em shopping centers: terça a quinta, das 11h às 17h. Sexta até as 20h, com venda de bebidas alcoólicas a partir das 17h. Sem restrições para delivery e retirada.

Fase 3

  • Academias, centros de ginástica e estabelecimentos de condicionamento físico;
  • Clubes sociais, esportivos e similares;
  • Eventos (exposições, congressos e seminários;
  • Clínicas de estética;
  • Museus.


PBH/Dom Total



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