Coronavírus

11/08/2020 | domtotal.com

'Não pensemos que o Brasil está fora do problema da pandemia', adverte Opas

Curva de casos do país ainda não pode ser considerada achatada, afirma Marcos Espinal

Marcos Espinal, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)
Marcos Espinal, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) (AFP)

Diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Marcos Espinal afirmou nesta terça (11) que o Brasil ainda tem "uma alta taxa de positivos nos testes para Covid-19, em alguns estados de mais de 20%" do total realizado. Diante disso, ele disse que é "crucial continuar a implementar" testes, aumentando sua disponibilidade em solo nacional. "É preciso garantir que os testes estejam amplamente disponíveis para a população", ressaltou.

Durante entrevista coletiva da entidade, Espinal disse que alguns dados recentes poderiam mostrar que a curva de contágios no Brasil caminharia para um "achatamento". Segundo ele, porém, os números do país também sugerem "inconsistência" e mostrariam a necessidade de que se aumentem os testes para haver um panorama mais claro sobre a doença. "Não pensemos que o Brasil está fora do problema", advertiu.

Espinal disse que é preciso levar em conta o tamanho do território, com algumas regiões em situação pior do que outras. Ele citou "alto número de casos e de mortalidade" em estados como "São Paulo, Minas Gerais e outros". "Ainda não é uma curva que podemos dizer que está achatada", afirmou sobre o quadro geral dos novos casos em solo brasileiro.

Diretor assistente da Opas, Jarbas Barbosa falou sobre a situação mexicana. Segundo ele, o país também precisa ampliar os esforços para testar mais casos suspeitos da doença. "Há estados do México com tendência muito forte de crescimento da Covid-19", notou.

Em outro momento da coletiva, Barbosa foi questionado sobre a possibilidade de que a vacina BCG pudesse dar algum tipo de imunidade para o novo coronavírus. Segundo ele, o tema é alvo de vários estudos, mas não há nenhuma conclusão até agora para apoiar essa conclusão. "De modo algum quem tomou essa vacina pode se considerar seguro contra a Covid", disse.


Agência Estado



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