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14/08/2020 | domtotal.com

Chefe do governo de Caracas, Darío Vivas, morre em decorrência da Covid-19

Vivas é a primeira autoridade da Venezuela a morrer por conta da doença cuja transmissão vem se acelerando no país

Foto de arquivo de 2017 em que Darío Vivas (direita) aparece ao lado de Diosdado Cabello (esquerda) em Caracas
Foto de arquivo de 2017 em que Darío Vivas (direita) aparece ao lado de Diosdado Cabello (esquerda) em Caracas (Federico Parra/AFP)

O chefe do governo de Caracas, Darío Vivas, morreu nessa quinta-feira (13) aos 70 anos, quase um mês após ser diagnosticado com Covid-19, informaram funcionários do governo da Venezuela.

"Morreu em combate, cuidando da saúde e da vida de todos nós nesta dura batalha contra a pandemia", declarou a vice-presidente Delcy Rodríguez, em meio a diversas mensagens de porta-vozes do governo de Nicolás Maduro sobre o falecimento de Vivas, que havia confirmado ter dado positivo para Covid-19 em 19 de julho.

"Que tristeza, meu companheiro. Um abraço de pesar e dor para sua família, amigos, companheiros", disse Diosdado Cabello, número dois do governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e presidente da Assembleia Constituinte que rege o país, que na prática tomou as atribuições do Parlamento, único poder controlado pela oposição na Venezuela.

Vários altos funcionários do governo anunciaram nas últimas semanas terem dado positivo para o novo coronavírus, entre eles o próprio Cabello, assim como Jorge Rodríguez, ministro de Comunicação e Informação, e Tareck El Aissami, ministro do Petróleo. Cabello e El Aissami garantiram ter superado a doença.

Vivas é o primeiro funcionário próximo do governo de Maduro a falecer de coronavírus, cuja propagação vem acelerando na Venezuela.

De acordo com dados oficiais, questionados pela oposição e por organizações de direitos humanos, que os consideram subvalorizados, a Venezuela, de 30 milhões de habitantes, acumulava até a quarta-feira 29.088 contaminações confirmadas e 247 óbitos por Covid-19.

Contudo, a Venezuela superou na terça-feira os 1 mil novos casos diários pela primeira vez e atingiu novamente a marca na quarta.

O governo chavista declarou uma quarentena desde meados de março. O confinamento alterna períodos de "radicalização", que obrigam o fechamento de negócios (com exceção de supermercados, farmácias e outros comércios considerados essenciais), e períodos de "flexibilização', que permitem a reativação do restante dos setores.


AFP/Dom Total



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