Meio Ambiente

17/08/2020 | domtotal.com

Vale da Morte, nos EUA, registra recorde histórico de temperatura: 54,4 graus

Intensa onda de calor no oeste americano tem provocado incêndios e ar muito seco

Um dos lugares mais inóspitos do planeta, o Vale da Morte fica na Califórnia
Um dos lugares mais inóspitos do planeta, o Vale da Morte fica na Califórnia (Eric Baradat/AFP)

O Vale da Morte, na Califórnia, nunca fez tanto jus a seu nome quanto neste domingo, quando registrou uma temperatura de 54,4 graus à sombra, a terceira mais alta na história do planeta. Essa temperatura, que será verificada por um comitê de especialistas, foi registrada às 14h41 (15h41 no horário de Brasília) em um termômetro automático que está na sombra e a quase 2 metros de altura em Furnace Creek (Córrego do Forno), nome que casa perfeitamente com a circunstância.

"Se for verificada, será a maior temperatura registrada oficialmente (nos EUA) desde julho de 1913, também no Vale da Morte", no Deserto de Mojave, segundo o escritório de Las Vegas do serviço de meteorologia dos Estados Unidos.

Em 10 de julho de 1913, uma estação meteorológica na mesma região dos EUA registrou o recorde absoluto de temperatura: 56,7 graus. Foi seguido pelos 55 graus registrados em Kebili, Tunísia, em 1931. Em 2016 e 2017, os termômetros chegaram a 54 graus no Kuwait e Paquistão.

Um "comitê de extremos climáticos" composto por meteorologistas e outros especialistas revisará e certificará os dados, disse Dan Berc, do escritório de meteorologia de Las Vegas. O oeste dos Estados Unidos enfrenta atualmente uma intensa onda de calor.

A estação automática que registrou a marca no domingo está a duas horas de Las Vegas, um dos lugares mais hostis do planeta neste auge do verão boreal. O calor é tão forte que os turistas mais intrépidos tiram fotos ao lado do termômetro não oficial, na entrada de Furnace Creek. O serviço de parques nacionais dos Estados Unidos alertou que o Vale da Morte é o mais quente e seco de seus parques. É comum excursionistas morrerem nesta área.

A validação científica da temperatura não é uma mera formalidade. No passado, foram anunciados recordes que posteriormente não foram aprovados.

Durante décadas, o recorde mundial de calor foram os 58 graus registrados em 1922 em El Azizia, onde hoje é a Líbia. Mas especialistas da organização meteorológica mundial revisaram essa marca entre 2010 e 2012 e concluíram que foi sobrestimada em 7 graus devido aos aparelhos utilizados e à pouca experiência do observador.

Em Las Vegas, explicou Berc, o termômetro eletrônico que registrou a temperatura de domingo foi instalado em paralelo ao antigo termômetro oficial de mercúrio. Por três anos, os meteorologistas comprovaram que o novo termômetro é tão preciso quanto o antigo e desde 2015 ele foi considerado oficial e o de mercúrio foi retirado.


AFP



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