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11/09/2020 | domtotal.com

Israel e Bahrein fecham acordo para estabelecer laços diplomáticos, diz Trump

Anuncio ocorre um mês depois do Estado judeu assinar paz com os Emirados Árabes

Bandeira nacional do Bahrein à esquerda e bandeira nacional de Israel à direita
Bandeira nacional do Bahrein à esquerda e bandeira nacional de Israel à direita Foto (Joseph Eid/Jack Guez/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (11) um "acordo de paz" entre Israel e Bahrein, que se torna o segundo país árabe a se reconciliar com seu ex-rival nas últimas semanas. "Outro avanço histórico hoje! Nossos dois grandes amigos Israel e o Reino de Bahrein concordam em um Acordo de Paz - o segundo país árabe a fazer as pazes com Israel em 30 dias!", tuitou Trump.

Uma declaração conjunta EUA-Israel-Bahrein disse que haveria "relações diplomáticas completas". O Bahrein concordou em formalizar o acordo com Israel em uma cerimônia em 15 de setembro na Casa Branca, onde os Emirados Árabes Unidos também assinarão seu próprio acordo com Israel, anunciado em meados de agosto.

De acordo com o comunicado, o rei do Bahrein, Hamad bin Isa Al-Khalifa, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e Trump conversaram nesta sexta-feira antes de anunciar o acordo. Até agora, Israel conseguiu firmar apenas dois acordos de paz semelhantes com os países árabes - Egito, em 1979, e Jordânia, em 1994.

Em comunicado, Netanyahu declarou: "Cidadãos de Israel, estou emocionado em anunciar que hoje à noite chegaremos a outro acordo de paz com outro país árabe, o Bahrein. Este acordo se soma à paz histórica com os Emirados Árabes Unidos".

O acordo vai aumentar a "segurança, estabilidade e prosperidade" da região, declarou um dos assessores do xeque e ex-chanceler do Bahrein, Khalid al Khalifa. "Envie uma mensagem positiva e encorajadora o povo de Israel de que apenas uma paz justa e abrangente com o povo palestino é o melhor caminho", acrescentou ele no Twitter.

A Autoridade Palestina e o movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, denunciaram imediatamente a decisão como uma "facada nas costas" e uma "agressão" à causa palestina.

Na Casa Branca, Trump comemorou dizendo que é "um dia verdadeiramente histórico" e "tão interessante" que ele foi capaz de fazer o anúncio no aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 por radicais islâmicos contra os Estados Unidos. "Quando assumi o cargo, o Oriente Médio estava em um estado de caos absoluto", disse Trump, que enfrenta uma difícil reeleição em pouco mais de sete semanas.

O anúncio anterior dos Emirados Árabes Unidos de uma normalização nas relações com Israel encerrou anos de política da Liga Árabe no conflito do Oriente Médio, apesar de ter encontrado resistência por parte dos palestinos e do Irã.

Trump, que fez das sanções esmagadoras e da pressão diplomática sobre o arquinimigo de Israel, Irã, uma prioridade de seu governo, previu, no entanto, que haveria um desenvolvimento "muito positivo" no impasse com Teerã. "Vejo muitas coisas boas acontecendo em relação aos palestinos", acrescentou, sem dar detalhes.


AFP



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