Economia

20/09/2020 | domtotal.com

Ex-Alemanha Oriental conseguiu compensar em 30 anos grande parte seu atraso

Regiões da ex-RDA representa atualmente 79,1% do PIB do resto do país

Bandeira da União Europeia junto a da Alemanha
Bandeira da União Europeia junto a da Alemanha (Jörg Carstensen/AFP)

Trinta anos após a reunificação da Alemanha, a ex-República Democrática Alemã compensou em grande parte seu atraso econômico frente ao Ocidente, mas segue confiando menos nas instituições democráticas. As informações são de acordo com um informe anual apresentado na quarta-feira (16).

O PIB 'per capita' das regiões da ex-RDA, incluindo Berlim, representa atualmente 79,1% do resto do país, de acordo com o relatório sobre a unidade alemã apresentado perante o Conselho de Ministros, quase 30 anos depois do reunificação, em 3 de outubro de 1990.

O progresso tem sido espetacular desde 1990, quando o PIB do lado oriental representava apenas 37%. "Algumas coisas levaram mais tempo que o esperado. Mas em inúmeros setores, podemos dizer no geral: união alcançada", comemorou o comissário governamental para as novas regiões, Marco Wanderwitz.

A lacuna também foi amplamente superada em termos de receita, a média no Leste em 2018 era de 88,3% em relação ao Oeste, em parte graças, segundo o relatório, a um enorme conglomerado de pequenas e médias empresas (PME), algumas especializadas em "tecnologias avançadas".

No entanto, a lacuna ainda é notável no Oeste, principalmente devido a uma densidade populacional muito menor no Leste, onde as "áreas rurais" continuam populosas e as áreas urbanas são pouco desenvolvidas.

"Outro motivo importante é o 'pequeno porte' da economia, ou seja, a ausência de sedes e/ou grandes empresas" com condições de investir em pesquisa e desenvolvimento, destaca este relatório.

A ex-RDA tinha uma taxa de desemprego de mais de 15% em 2005, atualmente reduzida para menos de 10%, e mesmo, em algumas áreas, em torno de 6%, muito próxima dos 4% registrados em outras regiões do sul do país.

Essa evolução se deve em parte à aposentadoria das gerações anteriores, qualifica o relatório. Em alguns setores, o leste se sai melhor do que o oeste.

As mulheres na ex-RDA têm, por exemplo, maior acesso ao trabalho em tempo integral do que no Ocidente (74% contra 68%), principalmente por causa de sistemas mais eficazes de creches. Mas, apesar dessas melhorias, os indicadores gerais permanecem menos favoráveis, diz o relatório.


AFP



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