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22/09/2020 | domtotal.com

Em novo ataque,Trump diz que a ONU deve 'responsabilizar a China' pela Covid-19

Presidente dos EUA acusa Pequim de ser o principal responsável pela pandemia

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responde a perguntas à imprensa na Casa Branca, em 19 de setembro de 2020
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responde a perguntas à imprensa na Casa Branca, em 19 de setembro de 2020 (Alex Edelman/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (22), na Assembleia Geral da ONU, que a China deve ser responsabilizada por suas ações sobre a pandemia de Covid-19.

Em uma mensagem gravada e exibida por ocasião da reunião anual da ONU, Trump acusou Pequim de permitir que o coronavírus deixasse a China e infectasse o mundo."As Nações Unidas devem responsabilizar a China por suas ações", ressaltou.

Pressionado por presidir o país com o maior número de casos e mortes por Covid-19 no mundo e no curso de uma campanha à reeleição, os ataques à China têm sido a principal resposta de Trump sobre a pandemia. O americano também promete uma vacina contra Covid-19 até o final do ano. Na ONU, Trump voltou a falar em "distribuir a vacina", mas não se comprometeu com prazos.

"Nós vamos distribuir a vacina. Nós vamos derrotar o vírus, vamos acabar com a pandemia, e vamos entrar em uma nova era de prosperidade, cooperação e paz sem precedentes", disse.

Trump, que enfrenta uma difícil luta pela reeleição em 3 de novembro, culpou a China para tentar desviar das críticas dos eleitores sobre sua gestão da pandemia.

Transmitido em uma grande tela no salão da Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos levou efetivamente seu discurso de campanha agressivo para o cenário global.

"Devemos responsabilizar a nação que lançou esta praga no mundo", disse.

Trump acusou a China de cuidar apenas de seus próprios interesses quando o vírus potencialmente letal apareceu pela primeira vez na cidade de Wuhan, no final do ano passado.

Ele afirmou também que "o governo chinês e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que é virtualmente controlada pela China, declararam equivocadamente que não havia evidência de transmissão de pessoa para pessoa".

"Mais tarde, eles falaram erroneamente que as pessoas assintomáticas não espalhariam a doença", acrescentou.

Líderes mundiais estão discursando virtualmente na sessão da ONU em Nova York, devido às restrições da Covid-19.

Trump, que frequentemente subestimou os riscos apresentados pelo vírus, chegou a afirmar que compareceria à sede da ONU, antes de aparentemente mudar de ideia.

Xi Jinping

Em discurso na ONU, o presidente da China, Xi Jinping, criticou o que chamou de politização da pandemia do novo coronavírus. Mesmo assim, o tom geral foi de pacificação: sem citar nominalmente os Estados Unidos em qualquer momento, o líder disse não querer uma "guerra fria ou quente" com qualquer país do mundo, ressaltando que eventuais diferenças devem ser resolvidas por meio do diálogo e de negociações.

A postura do presidente destoou em relação à do presidente americano, Donald Trump, que, mais cedo, também na ONU, fez duras críticas a Pequim sobre a condução da pandemia e sua atuação na área ambiental.

Xi Jinping aproveitou seu pronunciamento na ONU para defender o multilateralismo e a atuação da China no combate à Covid-19. "Vamos honrar compromisso de oferecer US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em assistência internacional", declarou. "Precisamos tomar medidas para aliviar de em países em desenvolvimento", acrescentou.

Em relação à pauta ambiental, o presidente chinês disse que a pandemia lembrou a humanidade sobre a emergência de uma "revolução verde". "Os países precisam honrar seus compromissos com o acordo de redução de emissão de gases poluentes", declarou.


AFP/Dom Total



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