Meio Ambiente

24/09/2020 | domtotal.com

Quase 70% do estado de Minas Gerais registrou seca no mês de agosto

Em termos de severidade do fenômeno, oito estados tiveram indicativo de agravamento entre julho e agosto: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, MG, Paraíba, Piauí, RJ e Tocantins

Seca na região Norte de Minas Gerais
Seca na região Norte de Minas Gerais (Reprodução/ANA)

As chuvas em Minas Gerais ficaram próximas à média em agosto, é o que aponta a última atualização do Monitor de Secas. Em comparação, o acumulado no trimestre apresentou precipitações abaixo da média na região centro-sul, onde houve avanço de secas de nível fraco e moderado, em razão da piora nos indicadores. Por outro lado, no nordeste do estado, as anomalias positivas de precipitação dos últimos meses proporcionaram diminuição da área com seca fraca.

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Mapa do Monitor / Foto: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico

Entre julho e agosto, o território mineiro apresentou o fenômeno com elevação de 53,92% para 68,02%. Sua severidade também subiu com a elevação das áreas com seca grave, moderada e fraca. Já a porção com seca extrema permanece com 2,92% e está concentrada no Triângulo Mineiro. As linhas de impactos sobre o estado não sofreram alteração.

Doze das 19 unidades registraram o aumento do fenômeno, são elas: Alagoas, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. A redução de áreas com seca aconteceu somente na Bahia e no Espírito Santo, sendo que o Distrito Federal se manteve estável. Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina ainda não tiveram sua situação comparada aos meses anteriores pois entraram no Mapa do Monitor apenas em agosto. Mato Grosso do Sul apresentou 100% de seu território com seca.

Em termos de severidade, oito estados tiveram indicativo de agravamento entre julho e agosto: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Em outras oito unidades da Federação, o grau de severidade da seca se manteve: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

No litoral leste do Nordeste e em grande parte do Sul, os valores climatológicos de chuvas se apresentaram inferiores a 20 milímetros: Piauí, Ceará, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, norte de Mato Grosso do Sul, centro-sul do Maranhão e oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Por outro lado, agosto é o último mês do período chuvoso no litoral leste do Nordeste, na faixa que se estende desde o Rio Grande do Norte até a Bahia, com valores de precipitação mensal acima de 150 milímetros. No Sul a precipitação esperada varia, em média, de 50 a 150 milímetros.

As maiores precipitações registradas em agosto, acima de 200 milímetros, ocorreram no Paraná, em parte do noroeste do Rio Grande do Sul, bem como no extremo sul e em parte do leste do Mato Grosso do Sul. Totais mensais acima de 150 milímetros foram observados em Santa Catarina (exceto no extremo sul e serra catarinense) e em boa parte do litoral leste do Nordeste (desde Pernambuco até a Bahia). Em grande parte dos estados em que agosto é um dos meses mais secos do ano, houve ausência de precipitação ou acumulados inferiores a 2 milímetros.

O projeto

O Monitor de Secas realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Ele é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas.

Em Minas Gerais, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) é o órgão que atua no Monitor de Secas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 18 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido.

Com uma presença cada vez mais nacional, o Monitor agora abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração.

A ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.


Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico/DomTotal



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