Ciência e Tecnologia

23/09/2020 | domtotal.com

Youtube, Twitter e Facebook fecham acordo para combater discurso de ódio

Empresas irão 'trabalhar juntas para monitorar os esforços da indústria para melhorar nesta questão crítica'

O acordo estabelece, pela primeira vez, uma série de diretrizes para identificar os discursos de ódio
O acordo estabelece, pela primeira vez, uma série de diretrizes para identificar os discursos de ódio (Kenzo Tribouillard/AFP)

As grandes plataformas da Internet chegaram a um acordo para combater o conteúdo que incita o o ódio, após um movimento de boicote por sua suposta "vista grossa". O anúncio foi feito pela Federação Mundial de Anunciantes (WFA) nesta quarta-feira (23).

O acordo – que inclui o Facebook, Twitter e YouTube – estabelece, pela primeira vez, uma série de diretrizes para identificar os discursos de ódio.

Em julho, centenas de anunciantes suspenderam sua publicidade no Facebook em meio à campanha #StopHateForProfit, alegando que a rede deveria fazer mais para acabar com o ódio e a desinformação em sua plataforma.

No início deste mês, várias celebridades, como Kim Kardashian, Leonardo DiCaprio e Katy Perry, deixaram de usar Facebook e Instagram por 24 horas para enviar uma mensagem semelhante.

"Facebook, YouTube e Twitter, em colaboração com especialistas em marketing e as agências reunidas na Aliança Global para Mídias Responsáveis, concordaram em adotar um conjunto de definições comuns para determinar o que constitui um discurso de ódio e outros conteúdos prejudiciais, assim como trabalhar juntos para monitorar os esforços da indústria para melhorar nesta questão crítica", disse a WFA em um comunicado.

O acordo inclui o desenvolvimento de critérios para detectar o discurso de ódio, o estabelecimento de uma supervisão independente e ferramentas para evitar anúncios com conteúdo prejudicial, acrescentou a WFA.

Definir corretamente o que constitui o discurso de ódio evitará, segundo a WFA, que cada plataforma utilize seus próprios critérios, dificultando a decisão das empresas sobre onde colocar seus anúncios.

O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou em julho o desejo da rede social de não transmitir esse tipo de discurso.

A vice-presidente de marketing global da gigante da Internet, Carolyn Everson, elogiou o acordo nesta quarta-feira, pois fornece a todas as partes "uma linguagem unificada para avançar no combate ao ódio on-line".


AFP



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