Religião

01/10/2020 | domtotal.com

Após ser absolvido por acusação de pedofilia, cardeal Pell volta a Roma

Sua condenação foi anulada pelo Tribunal Superior da Austrália, que o absolveu em abril de cinco acusações de violência sexual, em razão do benefício da dúvida

Pell, ex-tesoureiro do Vaticano, passou mais de um ano preso até ser absolvido e liberado pelo Tribunal Superior da Austrália em abril
Pell, ex-tesoureiro do Vaticano, passou mais de um ano preso até ser absolvido e liberado pelo Tribunal Superior da Austrália em abril (William WEST/AFP)

O cardeal australiano George Pell, absolvido em abril em um caso de pedofilia na Austrália, chegou a Roma nessa quarta-feira (30) após uma ausência de mais de três anos.

O ex-secretário de Economia do papa Francisco acenou brevemente para os jornalistas presentes no aeroporto romano de Fiumicino, antes de entrar em um carro sem dizer uma palavra.

Ao contrário do que alguns meios de comunicação italianos afirmam, nenhum encontro do papa com o bispo Pell, de 79 anos, está programado, segundo o Vaticano. O prelado australiano deve, teoricamente, observar uma quarentena de 14 dias.

Desde sua absolvição em um caso de pedofilia e sua libertação da prisão, Pell vive em sua arquidiocese de Sydney. O homem, famoso por seu conhecimento dos assuntos econômicos, foi nomeado em 2014 pelo papa Francisco para chefiar uma nova Secretaria da Economia, responsável pelo controle das finanças e das despesas nas várias administrações da Santa Sé. 

A tarefa despertou grande resistência interna em uma Cúria Romana (governo do Vaticano) acostumada a uma grande autonomia financeira.

O cardeal foi condenado em março de 2019 a seis anos de prisão por estupro e agressão sexual contra dois coroinhas em 1996 e 1997 na Catedral de São Patrício em Melbourne, da qual era arcebispo.

Sua condenação, confirmada em apelação, foi finalmente anulada pelo Tribunal Superior da Austrália, que o absolveu em abril de cinco acusações de violência sexual, em razão do benefício da dúvida. Pell, que ficou preso mais de um ano, foi então libertado da prisão e disse que o julgamento possibilitou reparar "uma grave injustiça".


AFP



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