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18/10/2020 | domtotal.com

EUA tem número recorde de votos antecipados para eleições presidenciais

Quase 75 milhões de votos foram solicitados ou enviados pelo correio, mais do que o dobro dos 33 milhões das eleições de 2016

O presidente americano, Donald Trump, e o ex-vice Joe Biden concorrem à Presidência dos EUA
O presidente americano, Donald Trump, e o ex-vice Joe Biden concorrem à Presidência dos EUA Foto (Jim Watson e Saul Loeb/AFP)
Eleitores fazem fila para votar em Asheville, Carolina do Norte, em 15 de outubro de 2020
Eleitores fazem fila para votar em Asheville, Carolina do Norte, em 15 de outubro de 2020 Foto (Brian Blanco/AFP)

Uma cena se repete praticamente em todos os Estados Unidos: longas filas de eleitores votando antecipadamente para as eleições presidenciais, respondendo ao chamado de mobilização dos democratas e, por medo da pandemia do coronavírus, a menos de três semanas das eleições.

Mais de 25 milhões de americanos votaram até as 15h GMT (12h em Brasília) de sexta-feira, por correio ou pessoalmente, de acordo com uma contagem do US Elections Project, um sistema online de estatísticas eleitorais da Universidade da Flórida.

Esses números recordes ocorrem em meio a uma eleição fortemente polarizada entre o bilionário republicano Donald Trump, que está concorrendo a um segundo mandato, e o democrata Joe Biden, que atualmente lidera as pesquisas nacionais.

Embora os números estejam atualmente a favor do ex-vice-presidente Barack Obama, a eleição ainda não foi decidida, alerta o professor Michael McDonald, que comanda a contagem.

"O voto forte dos democratas neste momento não deve ser um indicador de que Biden já ganhou a eleição", alertou McDonald em uma análise postada em seu site.

"Sim, os números são muito bons para Biden, no entanto, é muito provável que os republicanos compareçam para votar pessoalmente" em 3 de novembro, dia da eleição.

Ao todo, 43 estados e a capital federal, Washington, estabeleceram sistemas de votação antecipada para a eleição.

Quase 75 milhões de votos foram solicitados ou enviados pelo correio, mais do que o dobro dos 33 milhões das eleições de 2016, e as autoridades locais estabeleceram caixas de correio ou pontos especiais para depositar o voto.

Essas medidas respondem à forte demanda dos eleitores, que temem pegar covid-19 se forem às urnas no dia das eleições.

Em Iowa, um estado do meio-oeste onde o presidente realizou um comício na quarta-feira, a votação começou em 5 de outubro, e até sexta-feira mais de 454.000 eleitores haviam votado, de acordo com o US Elections Project.

- "Canibalizar" eleitores-

Na Geórgia (sudeste), mais de 1,3 milhão de pessoas votaram de acordo com a mesma fonte. Algumas delas esperaram mais de 10 horas nas filas.

A votação antecipada começou na quinta-feira na Carolina do Norte (leste), onde Kamala Harris, companheira de chapa de Biden, deve mobilizar os eleitores democratas de Asheville.

No entanto, a senadora teve que cancelar sua visita quando soube que dois membros de sua equipe testaram positivo para covid-19.

O sul do Texas registrou um número recorde de votos desde a abertura das urnas na terça-feira. De acordo com números preliminares, 128.186 pessoas compareceram no primeiro dia, quase o dobro do número de quatro anos atrás.

Trump tem criticado com frequência o voto por correspondência, argumentando que levará a uma "fraude de escala sem precedentes" em benefício de seu oponente. No entanto, não há evidências de irregularidades generalizadas nas votações anteriores.

Sua equipe de campanha acusa o partido democrata de "afastar irresponsavelmente os eleitores das urnas e canibalizar os eleitores no dia da eleição em favor do voto pelo correio".

"Os republicanos aparecerão pessoalmente no dia da eleição e reelegerão o presidente Trump", disse a porta-voz da campanha do presidente, Thea McDonald, ao jornal The Washington Post.

Mulheres contra Trump


Opositores de Donald Trump manifestam em Washington em 17 de outubro de 2020  (Daniel SLIM/AFP)Opositores de Donald Trump manifestam em Washington em 17 de outubro de 2020  (Daniel SLIM/AFP)

Milhares de mulheres foram às ruas em Washington e em outros lugares dos Estados Unidos nesse sábado (17) para protestar contra o presidente Donald Trump, pedindo para que ele não seja reeleito e criticando sua nomeação de uma juíza conservadora para a Suprema Corte.

As manifestações, que os organizadores afirmam estar ocorrendo em todos os 50 estados do país, foram inspirados na primeira Marcha das Mulheres em Washington, uma grande mobilização anti-Trump que aconteceu um dia depois de ele ter assumido a presidência em 2017.

No entanto, em meio à pandemia da covid-19, as manifestações deste sábado foram consideravelmente menores.

As participantes prestaram homenagem à juíza da Suprema Corte Ruth Bader Ginsburg, ícone para mulheres e progressistas, ao mesmo tempo em que protestavam contra a nomeação da juíza conservadora Amy Coney Barrett feita por Trump.

O percurso da manifestação em Washington começou perto da Casa Branca e depois seguiu para o Capitólio e o National Mall.

Um outro protesto menor, mas também a favor de Barrett, com lema "Estou com ela", estava previsto para ocorrer em frente à Suprema Corte posteriormente.

"Trump/Pence: fora agora", dizia um dos cartazes, com referência ao vice-presidente, Mike Pence.

A maioria das manifestantes em Washington usava máscaras, algumas estavam vestidas no estilo Ginsburg, imitando o seu traje como juíza, enquanto outras usavam os chapéus rosa que ficaram famosos na manifestação original.


AFP



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