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28/10/2020 | domtotal.com

Hackers invadem o sistema do site da campanha à reeleição de Donald Trump

'O mundo não aguenta mais as notícias falsas espalhadas diariamente pelo presidente', dizia a mensagem. Os hackers alegavam ter informação confidencial sobre Trump e seus familiares

O presidente Donald Trump durante discurso em Martinsburg, Pensilvânia, 26 de outubro de 2020
O presidente Donald Trump durante discurso em Martinsburg, Pensilvânia, 26 de outubro de 2020 (Saul Loeb/AFP)

Hackers invadiram rapidamente o site da campanha do presidente Donald Trump nessa terça-feira (27), a uma semana das eleições americanas, informaram autoridades. "Este site foi tomado", dizia a mensagem que aparecia na página donaldjtrump.com, que costuma trazer detalhes sobre comícios e pedidos de arrecadação de fundos.

"O mundo não aguenta mais as notícias falsas espalhadas diariamente pelo presidente Donald J Trump", prosseguia a mensagem, segundo a imprensa americana.

O porta-voz da campanha de Trump, Tim Murtaugh, disse que o site foi reparado rapidamente e que nenhum dado sensível ficou comprometido. "O site da campanha de Trump foi alterado e estamos trabalhando com autoridades da lei para investigar a origem do ataque", disse Murtaugh.

O site tecnológico Techcrunch reportou que a invasão parece ter sido uma fraude com intenção de coletar a criptomoeda Monero, difícil de rastrear. 

Em sua mensagem, os hackers alegavam ter informação confidencial sobre Trump e seus familiares. Eles instruíram as pessoas a enviarem as criptomoedas para um endereço se quisessem que a informação fosse revelada e para um outro, caso quisessem que permanecesse em sigilo.

Embora a invasão pareça ser parte de um esquema comum de roubo de criptomoedas, o incidente ganhou urgência adicional graças à proximidade das eleições americanas. Especialistas em segurança digital disseram que o incidente pode ter sido causado por um ataque de phishing.

As agências de inteligência dos Estados Unidos têm monitorado de perto grupos de hackers, incluindo equipes apoiadas pelo Irã e pela Rússia, que tentaram invadir sistemas relacionados às eleições e estiveram envolvidos em operações de influência nas últimas semanas.

Há alguns dias, John Ratcliffe, diretor de inteligência nacional afirmou que hackers disfarçados como membros do grupo de extrema direita Proud Boys enviaram emails ameaçadores a eleitores na Flórida.

Na semana passada, Trump disse em um comício de campanha em Tucson, Arizona, que "ninguém é hackeado. Para ser hackeado, você precisa de alguém com QI de 197 e ele precisa de cerca de 15% da sua senha", afirmou.


AFP/Agência Estado/Dom Total



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